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6 de agosto de 2020
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Em carta, técnicos do Inpe dizem que existe ‘estrutura paralela’ no instituto

A carta é endereçada a Augusto Cesar Gadelha Vieira, membro do comitê criado para a escolha do próximo diretor do Inpe. Darcton Damião ocupa interinamente o cargo desde agosto de 2019

Em carta, técnicos do Inpe dizem que existe ‘estrutura paralela’ no instituto
Reprodução: Divulgação

Técnicos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) escreveram uma carta afirmando que existe uma “estrutura paralela” dentro do órgão. Para eles, o diretor interino estaria trabalhando para mudar o regimento interno “em virtual sigilo, com uma reestruturação da instituição sem qualquer critério, técnico ou de gestão, aceitável”.

Escrita no dia 7 de julho, a carta é endereçada a Augusto Cesar Gadelha Vieira, membro do comitê criado para a escolha do próximo diretor do Inpe. Darcton Damião ocupa interinamente o cargo desde agosto de 2019, quando Ricardo Galvão deixou a direção do Inpe depois de desentendimentos com o presidente Jair Bolsonaro.

Na carta, os técnicos disseram que essa estrutura paralela “opera, governa e decide sobre o Inpe, mas que não existe na regulação administrativa”. Ela funcionaria a partir da “verticalização e unificação de comando aos moldes das estruturas militares, claramente na contramão das tendências atuais de pesquisas em redes colaborativas com liberdade acadêmica e autonomia científica“.

Os signatários afirmaram que Damião tem pedido aos servidores que apresentem planos de trabalho, para construir 1 novo regimento interno. “Isso lhe proporciona clara vantagem sobre os outros postulantes [ao cargo de diretor], uma vez que utiliza informações institucionais fundamentais relativas à reestruturação da gestão técnico-científica ora em curso, que só ele possui e às quais não foi dado o direito de acesso a outros candidatos“, explicaram os técnicos. Damião manifestou que apresentará sua candidatura para continuar no cargo.

Para os técnicos, as ações de Damião teriam apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações. “Isto aponta para 1 favorecimento do MCTI à possível candidatura do Diretor interino considerando o fato de que qualquer outra candidatura não tem acesso e desconhece os arranjos sendo feitos entre a Direção interina e o Ministério para a transformação do Regimento interno e da atual Estrutura de Gestão, ficando estas candidaturas impossibilitadas de acomodar em seus Planos propostas que abordem o INPE a partir desta perspectiva“, escreveram. Eles pedem que qualquer mudança seja implementada apenas quando o processo de escolha do novo diretor tenha terminado.

O ministério disse ao G1 que vai comentar o assunto em entrevista à imprensa nesta terça-feira,14. À GloboNews, o ministro da pasta, Marcos Pontes, afirmou que a entrevista servirá também para falar da exoneração de Lubia Vinhas.

Lubia foi demitida do governo nessa segunda- feira,13. Ela ocupava o cargo de coordenadora-geral de Observação da Terra do Inpe. A demissão foi anunciada dias depois do alerta emitido pelo instituto em relação ao recorde no desmatamento da Amazônia no mês de junho. Foram 1.034,4 km² desmatados só no mês passado. Trata-se do maior valor mensal de toda a série histórica, iniciada em 2015.

 

 

(*) Com informações do Poder 360

 

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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