Moro diz que continua no governo Bolsonaro: “segundo dia do fico”

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1 de outubro de 2020
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Moro diz que continua no governo Bolsonaro: “segundo dia do fico”

Durante entrevista, Moro frisou que não irá concorrer à Presidência nas eleições de 2022. “Já falei um milhão de vezes. Vou tatuar na testa"

Moro diz que continua no governo Bolsonaro: “segundo dia do fico”

O ministro Sergio Moro assegurou, nesta segunda-feira, 27, que a questão em torno da divisão de sua pasta – de Justiça e Segurança Pública – em duas está “pacificada”. Em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan, Moro revelou que o desgaste que esse tema gerou entre ele e o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), foi resolvido após uma conversa entre ambos e que permanece no governo. Ele brincou: “Vai ser o segundo dia do fico”.

Na semana passada, Bolsonaro cogitou desmembrar a pasta e adiantou que “Moro não iria gostar”. Depois, recuou e afirmou que, “no momento”, a chance de isso acontecer “é zero”. Aliados do ministro viram na postura do presidente a chama alta do processo de “fritura” de seu auxiliar mais popular, que, inclusive, tem bastante potencial para ser candidato ao Planalto em 2022.

Mas durante o programa, Moro frisou que não irá concorrer à Presidência nas eleições de 2022. “Já falei um milhão de vezes. Vou tatuar na testa. Em 2022 o presidente apontou que pretende reeleição. Eu sou ministro do governo e vou apoiar ele. Tem uma questão de lealdade de estar lá”, resumiu.

O ministro voltou a criticar a figura do juiz de garantias, aprovado no pacote anticrime. O ex-juiz reclamou da regra que prevê um sistema de rodízio para possibilitar a atuação da Justiça em locais onde existe somente um juiz.
Em entrevista, Moro questionou o funcionamento do regulamento. “Para funcionar teria que aprovar uma nova lei para retificar alguns equívocos graves que existem. Como vai funcionar o rodízio? Rodizio é de pizza”, ponderou.
O ministro continuou: “Uma coisa é um despacho por meio eletrônico, outra é todo o processo. No norte do país, tem comarca que fica mais de 300 quilômetros de distância uma da outra. Isso (rodízio) precisa ser mais ponderado, mais pensado. O Congresso, se quiser mudar isso, tem que aprovar uma nova lei”, defendeu.
O rodízio de juízes determina que cada processo penal seja acompanhado por dois juízes: o juiz de garantias, que atua apenas na fase da investigação criminal, e, a partir do recebimento da denúncia, o processo fica a cargo de outro magistrado.

(*) Com informações do Metrópoles 

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