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Presidente do CBF é denunciado por assédio sexual contra secretária

Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que Caboclo, perguntou detalhes sobre sua vida sexual e chegou a lhe chamar de "cadela".
Da Redação – Portal Amazonas 1*
• Publicado em 05 de junho de 2021 – 11:50
ministerio publico
Foto: Reprodução

Rio de Janeiro (RJ) – Uma reportagem exclusiva do site do ge.globo, dos repórteres Gabriela Moreira e Martín Fernandez, revelou que uma funcionária denunciou o presidente da CBF, Rogério Caboclo, por assédio sexual e moral.

Em um documento de 12 páginas, a funcionária relata uma sequência de abusos que teriam ocorrido a partir de abril de 2020. Entre os fatos narrados na denúncia estão constrangimentos sofridos pela funcionária em viagens e em reuniões com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, inclusive na presença de testemunhas.

Na denúncia, a funcionária detalha o dia em que Caboclo, perguntou detalhes sobre sua vida sexual. Ela afirma que o presidente chegou a ofendê-la, chamando-a de “cadela”.

A funcionária relata ainda que teve a vida pessoal exposta por Caboclo. Ele perguntava constantemente sobre um relacionamento que ela teve com um colega da CBF e teria dito publicamente em reuniões que ela se relacionava com outro colega, o que ela nega. Parte destes episódios, de acordo com a manifestação da funcionária, aconteceu em reuniões com a presença dos diretores da entidade – todos homens.

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Segundo afirma a funcionária no documento, durante todo o período em que os abusos ocorreram, o presidente estava sob efeito de álcool. Ela afirma na denúncia ter provas documentais de todos os fatos relatados.

A funcionária pediu afastamento por motivos de saúde no fim de março. Em contato com a reportagem, ela disse que não queria comentar o ocorrido e que “tem passado por um momento muito difícil nos últimos dias, inclusive com tratamento médico”.

Na denúncia apresentada, ela pede que o presidente da CBF seja investigado e posteriormente punido pela CBF e pela legislação brasileira e que ela seja reconduzida às suas funções como funcionária da entidade.

A defesa de Rogério Caboclo disse que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio e que vai provar na investigação interna da CBF.

(*) Com informações do G1

ministerio publico

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