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Renan diz que depoentes na CPI passarão a ser investigados

Um dos que devem ser investigados pela CPI é o ex-ministro Eduardo Pazuello; Renan deve apresentar lista de investigados na próxima semana
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 11 de junho de 2021 – 18:16
Renan
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

BRASÍLIA, DF – O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta sexta-feira (11) que algumas pessoas que já prestaram depoimentos à comissão como testemunhas vão passar à condição de investigados, o que representaria uma nova fase da apuração dos fatos.

Renan não deu mais informações, como quem seriam as pessoas que passariam para essa condição e quais os motivos para isso. O relator tem dito a interlocutores que vai apenas aguardar algumas “caracterizações de irregularidades” na próxima semana para depois apresentar uma lista para análise dos parlamentares de seu grupo na comissão.

Leia mais: Em nome da CPI, Renan Calheiros pede à Seleção que boicote a Copa América

“Eu queria aproveitar também a oportunidade para comunicar que nós estamos ultimando estudos para evoluirmos de fase na investigação”, afirmou durante sessão da CPI.

“A partir de agora, nós vamos, com relação a algumas pessoas que por aqui já passaram, tirá-las da condição de testemunha e colocá-las definitivamente na condição de investigados para, com isso, demonstrar a fase seguinte do aprofundamento da nossa investigação”, completou.

Investigados

Integrantes do grupo majoritário da CPI, formado por independentes e oposicionistas, consideram praticamente certo que uma das autoridades que deve passar para a condição de investigado é o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O general, inclusive, já tem seu retorno para os bancos da comissão encaminhado, uma vez que os senadores já aprovaram requerimento para a sua reconvocação.

Outros dois nomes citados pelos membros desse grupo para se tornarem investigados são Élcio Franco, braço direito de Pazuello na Saúde e hoje assessor especial da Casa Civil, e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência.

Pazuello
Pazuello depôs à CPI nos dias 19 e 20 de maio. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Em sessão na última quinta-feira (10), Pazuello e Franco tiveram seus sigilos telefônico e telemático quebrados pela CPI. Os senadores vão ter acesso a registros de conversas telefônicas, ao conteúdo de conversas por aplicativos de mensagem, entre outras informações.

Contra Pazuello e Franco, os senadores do grupo majoritário consideram que há elementos para comprovar omissão durante o colapso do sistema de saúde de Manaus, no início deste ano.

Em depoimento à CPI, o general afirmou que ficou sabendo da falta de oxigênio, que causou mortes por asfixia, apenas no dia 10 de janeiro. Oitivas posteriores, incluindo da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do ministério, Mayra Pinheiro, contradisseram essa informação, e foi apontado que Pazuello sabia da situação dois dias antes do que afirmou.

Mudança de categoria

Após a sessão desta sexta-feira, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), confirmou que a comissão já discute a mudança para a categoria de investigados de alguns personagens, com a “hipótese pela natureza e circunstância do que a CPI até agora já apurou”. Randolfe foi questionado e apontou que Pazuello e Franco, na sua visão, são nomes que devem ser enquadrados nessa nova condição.

“No meu entendimento, são dois personagens que devemos já avançar, que anteriormente compareceram na condição de testemunha e que agora devem já passar para a categoria de investigados. Por óbvio, essa decisão não pertende a mim, pertence ao senhor relator, que já nos comunicou que pretende compartilhar essa decisão conosco”, acrescentou.

Fábio Wajngarten depôs “por acidente” à CPI. Foto: Senado Federal

Não há unanimidade no grupo, no entanto, em relação a Wajngarten. Eles já se dividiram anteriormente sobre a quebra de sigilo do ex-secretário de Comunicação. Os senadores consideram de maneira unânime que Wajngarten mentiu em seu depoimento, mas ainda não veem elementos para colocá-lo como investigado.

Esses indícios, acreditam, podem vir com a quebra de sigilo de agências de publicidade que mantiveram contratos com o governo federal durante a sua gestão. Na quinta-feira, os senadores aprovaram requerimentos para quebrar os sigilos bancários, fiscal e telemático das empresas PPR Profissionais de Publicidade Reunidos, Calya/Y2 Propaganda e Marketing e Artplan Comunicação.

Depoentes

No total, a CPI da Covid já ouviu 16 pessoas até o momento, desde ex-ministros da Saúde, como Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, até o ex-chanceler Ernesto Araújo, além de diretores de laboratórios desenvolvedores de vacinas, entre outros.

Ainda na sessão desta sexta-feira, Renan fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o comparou a um pastor fanático americano que liderou um suicídio coletivo nos anos 1970.

“Nós temos um Jim Jones na Presidência da República. A diferença para o americano é que o americano induziu ao suicídio e o que está na Presidência da República do Brasil induz à continuidade dessa tragédia e desse morticínio. Isso não pode continuar a acontecer”, afirmou, relembrando que Bolsonaro voltou a questionar a eficácia de vacinas nesta semana.

(*) Com informações da Folhapress.

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