Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

24 de maio, o fim da escravidão na cidade de Manaus

Manaus foi uma das pioneiras, junto com o atual município de Acarape, no Ceará, a dar em 24 de maio a liberdade para os escravos negros

24 de maio

Foto reprodução internet

MANAUS, AM – O dia 24 de maio pode passar em branco muitas vezes no calendário da população manauara, mas exerce uma importância muito grande para a história. Em 1884, Manaus libertou os escravos negros, dois meses e quatro anos antes do estado e da assinatura da Lei Áurea em 1888, respectivamente.

Manaus foi uma das pioneiras, junto com a Vila de Redenção (atual município de Acarape), no Ceará, a dar liberdade para os escravos negros. Em Acarape, o feito aconteceu no dia 25 de março de 1884.

No Amazonas, a abolição foi decretada pelo então presidente da província, Teodureto Carlos de Faria Souto, em 10 de julho de 1884. Proclamando parte de um dos decretos mais importantes da história local, “Ficando assim, e de hoje para sempre, abolida a escravidão e proclamada a igualdade dos direitos de todos os seus habitantes.”

24 de maio

Foto: Reprodução

Somente em 1888, a escravidão foi abolida em território nacional. A custo de um trono, a princesa Isabel do Brasil, filha do imperador Pedro II e herdeira do trono, assinou a Lei Áurea em 13 de maio daquele ano. A lei libertou e proibiu qualquer tipo de escravidão em todo o território nacional.

Leia mais: Governo do Amazonas entrega cestas básicas para famílias afetadas pela cheia

A importância da data

A data é totalmente relevante para a história da “Paris dos Trópicos”. No entanto, ainda há quem subestime a participação dos negros na formação do povo e da cultura amazonenses. Entretanto, as raízes negras do Amazonas tem se tornado cada vez mais evidentes.

O historiador e professor Ariel Coelho afirma que tal data deve ser lembrada. Segundo ele, mesmo que a maioria dos escravos no estado fossem de origem indígena, a ação deu força para outras províncias que estavam lutando pela mesma causa.

“Devemos manter a visão de que a população negra, que até então fazia parte do grupo escravo junto com os indígenas, foram importantes. A liberdade concedida pela cidade de Manaus [segunda do Brasil] deu força para que as outras cidades cedessem a libertação do trabalho escravo”, disse Ariel.