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Manaus, 22 de julho de 2026
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Manaus, 22 de julho de 2026

Cidades

Sambistas terão cinco dias para remover lixo da ‘Cidade do Samba’

A decisão foi determinada nesta sexta-feira pela promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística do MP-AM.

Escolas de samba de Manaus acumulam lixo em frente aos barracões. (Foto: Márcio Silva)

As escolas de samba de Manaus terão cinco dias para realizarem a limpeza da área em frente aos barracões das agremiações, o local está poluído e o passeio público ocupado com lixo decorrente de desfiles de carnavais de anos anteriores. A decisão foi determinada nesta sexta-feira, 31, pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

Para a reunião de definição foram convocados os representantes das escolas de samba de Manaus e o representante da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), que firmaram o compromisso de realizarem a limpeza de todo o lixo a partir da próxima segunda-feira, 3, com término do trabalho de recolhimento até sexta-feira, 7.

“Todos têm responsabilidade com relação ao lixo. Então as escolas vão separar, vai dar a destinação correta àquilo que não puder ser recolhido pelo Poder Público que, por sua vez , vai recolher o que lhe cabe de acordo com a lei. Então, nós demos um prazo até sexta-feira para que eles completem toda aquela limpeza”, disse o Promotor Paulo Stélio.

Isopor e Ferro

O subsecretário de operações da Semulsp, José Rebouças explicou que material composto de isopor e ferro não podem ter como destinação o aterro sanitário, e que as escolas deverão contratar um prestador de serviço que realize a incineração do isopor. No caso do ferro retorcido, deverá ser recolhido por usina de reciclagem indicada pela secretaria. “O poder público entende que cada escola tem a responsabilidade com o lixo produzido. O isopor, por exemplo, precisa ser incinerado e este destino precisa ser dado pelas escolas”, explicou José Rebouças.

A partir da próxima segunda-feira os servidores da Semulsp vão orientar sobre a reciclagem do material que poderá ser levado ao aterro sanitário. “Aquilo que não puder ser reciclado cabe às escolas de samba dar a destinação adequada. O objetivo é, exatamente, preservar o meio ambiente é o que a gente quer. Não queremos impedir o carnaval de ninguém”, finalizou Paulo Stélio.

 

Ferros e isopor são de alegorias de carnavais passados. (Foto: Márcio Silva).

(*) Informações assessoria.