Fotos: Hirailton Gomes – ASCOM MPAM
A Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura) informou nesta sexta-feira, 14, que a rachadura no viaduto Ayrton Senna, na Av. Mário Ypiranga, não apresenta riscos e que se trata de uma “abertura comum na junta de dilatação do equipamento em concreto”. A resposta veio após a visita de um engenheiro do núcleo técnico do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) na tarde de quinta-feira, 13, para avaliar o local e constatar o comprometimento da junta de dilatação do viaduto.
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O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística do MPE-AM, Paulo Stélio, deu dez dias para que a Seminf apresente laudo que indique as patologias que foram responsáveis pelo comprometimento do viaduto e se há cronograma de manutenção preventiva para todos os viadutos e pontes de Manaus.
‘Abertura comum’
Em nota a Seminf afirmou que “faz anualmente a fiscalização dos equipamentos e já está realizando um laudo para atuar com manutenção das juntas”.
“A equipe técnica da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informa que a situação no viaduto Ayrton Sena não se trata de uma rachadura. O local apresenta uma abertura comum na junta de dilatação do equipamento em concreto. As juntas são espaços vazios que permitem que a parte da estrutura se movimente com flexibilidade. Abertura que está exposta não causa danos e não altera as características (do viaduto)”. diz a Seminf.
A Seminf diz que nos próximos dias será corrigido o pavimento do viaduto, sem a necessidade de interdição no trânsito.
‘Deterioração’
Acompanhado por Agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), o promotor do MPE-AM avaliou as condições do viaduto e verificou que existe uma rachadura que estava, tão somente, sendo disfarçada com asfalto que não resistiu ao trabalho intenso das juntas de dilatação e mostrou novamente a situação da via.
Durante a vistoria, o técnico do MPE-AM apontou a deterioração da junta de dilatação, além da exposição da ferragem da plataforma de concreto do viaduto.
“De fato, estamos vendo que há um problema na junta de dilatação só que não há manutenção. Você percebe aqui que, simplesmente, jogaram asfalto em cima sem tratar a junta de vedação. Eu penso que a Prefeitura tenha que, em caráter de urgência, dar a manutenção devida para evitar um mal maior no futuro”, disse Paulo Stélio.





