“Há uma preocupação permanente do Governo do Estado do Amazonas com relação à segurança jurídica. A grande temática referente à questão dos concentrados se trata, porque o recado que se quer dar para o resto do mundo, com relação aos investidores, é que o Amazonas é uma terra possível e passível de investimentos, de forma perene”. A declaração é do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho durante a 290ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS), realizada no auditório da Suframa, na última quarta-feira, 20.
Carlos Almeida disse que o Governo do Estado segue buscando estabilidade para a alíquota sobre o Imposto para Produtos Especializados (IPI) do Polo de Concentrados.
“O governador Wilson Lima está tratando disso em Brasília, porque estamos muito preocupados (com o futuro do modelo Zona Franca). Nós precisamos de algo muito mais estável para fazer um modelo de desenvolvimento aqui na região”, disse o vice-governador.
Carlos Almeida também reforçou que as questões relacionadas à Reforma Tributária têm sido conduzidas em conjunto e de forma responsável. “Estamos em sintonia, tanto o Governo do Estado do Amazonas quanto a nossa bancada (no Congresso Nacional). Nós estamos trabalhando de forma contundente para que as modificações dessa Reforma Tributária não afetem o Estado do Amazonas. A grande preocupação é que as mudanças possam acabar solapando um modelo que tem sido responsável pela preservação da nossa própria floresta”, observou Carlos Almeida.
Também estiveram na reunião os governadores do Acre e de Roraima, Gladson Cameli e Antônio Denarium, respectivamente; o vice-governador de Rondônia, José Atílio Martins; além de parlamentares, empresários, dirigentes de órgãos públicos e representantes de entidades de classe.
Desenvolvimento econômico
O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, destacou o potencial econômico que a região, em especial o Amazonas, tem. “A região amazônica tem um potencial extraordinário, a biodiversidade genética fantástica, produtos regionais extraordinários. Nós precisamos apoiar iniciativas que valorizem aquilo que a Amazônia tem de diferente”.
Carlos da Costa enfatizou que o Governo Federal quer impulsionar o desenvolvimento econômico da Amazônia. “O projeto do Governo Federal, hoje, é de apoiar iniciativas que partam do que a Amazônia tem de fantástico, biodiversidade, peixes e assim por diante. Estamos trabalhando, principalmente agora, com o Conselho da Amazônia, sob a liderança do vice-presidente (Hamilton Mourão), para que a região se desenvolva, preserve o nosso meio ambiente e, ao mesmo tempo, gere emprego e renda para a população”, disse o secretário.
Conselho de Administração
A primeira reunião do CAS de 2020 avaliou 32 projetos industriais – sendo 12 de implantação e 20 de atualização, diversificação e ampliação, com mais de US$ 188,7 milhões em investimentos, com expectativa de faturamento na ordem de US$ 1,2 bilhão e de geração de 1.380 postos de trabalho nos três primeiros anos de operação no Polo Industrial de Manaus (PIM). Além disso, a reunião foi comemorativa dos 53 anos de existência do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e da Autarquia, a serem completados no próximo dia 28 de fevereiro.
“Nós tivemos esses projetos aprovados, que vão gerar de investimento, colocando em reais, um pouco mais de R$ 1 bilhão e vão retornar para a economia do Estado do Amazonas R$ 5 bilhões nos próximos três anos, gerando aproximadamente 1.400, 1.500 empregos. A próxima reunião será em Boa Vista, no Estado Roraima, demonstrando esse papel que a Suframa tem nessa nova formatação, de estarmos, de uma maneira itinerante, dando a oportunidade aos conselheiros de conhecerem as peculiaridades de cada Estado da região”, afirmou Alfredo Menezes, superintendente da Suframa.
Entre os projetos aprovados em destaque, a diversificação da empresa Tec Toy, visando à fabricação de telefones celulares, com investimento de aproximadamente R$ 79 milhões e expectativa de geração de 151 empregos. Outros destaques incluem o projeto de ampliação/diversificação da empresa Cal-Comp, voltado à produção de placas de circuito impresso montada (para uso em informática) e memórias RAM, com investimento de cerca de R$ 86,7 milhões e expectativa de geração de 63 empregos, e o projeto de implantação da empresa Tutiplast (filial), visando à produção de assentos para motos e peças plásticas injetadas, com investimento de aproximadamente R$ 24,8 milhões e expectativa de geração de 120 empregos. Ambas as iniciativas vêm reforçar o segmento componentista do PIM.
Projetos que utilizam matéria-prima regional em seus processos produtivos também ganharam evidência. Entre eles, a iniciativa de implantação da empresa Amazônia Polpas, visando à fabricação de polpas de frutas, concentrados para bebidas não-alcoólicas e geleias, doces, purês e pastas de frutas regionais, com investimento de aproximadamente R$ 6 milhões e expectativa de geração de 94 empregos, e da empresa WR Diniz, também para fabricação de polpas de frutas, com investimento total superior a R$ 2,2 milhões e expectativa de geração de 13 empregos.
“A reunião do CAS hoje demonstra e confirma a união dos governadores da Amazônia, em prol do nosso desenvolvimento. Com o apoio da Suframa e do Ministério da Economia, temos que criar condições para que todos os estados criem um ambiente favorável ao desenvolvimento, gerando emprego, renda e sustentabilidade”, pontuou o governador de Roraima, Antônio Denarium.
“O Amazonas, com Roraima e o estado de Rondônia somos irmãos, temos que caminhar juntos. O sucesso da Zona Franca é o sucesso do Acre, porque aqui tem acreanos também, que estão morando, estão trabalhando. A geração de emprego nos melhora em vários índices, segurança, saúde, que são os gargalos de todos os governadores”, concluiu Gladson Cameli, governador do Acre.





