(Foto: Divulgação/Facebook)
Depois de não ser mais uma vez convidado para participar das negociações com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o movimento grevista dos professores liderado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), afirmou que a contraproposta de 15,53% de reajuste salarial à categoria mostra que o governo do Estado está de ‘birra’ com os professores.

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“Mostra um endurecimento. O governo está fazendo birra com os professores. Como não tem dinheiro? Mais uma fez apresenta uma contraproposta que afronta não só os professores, mais toda a sociedade, que vê com essa contraproposta que o governo não está preocupado com a educação do Estado”, apontou o coordenador financeiro da Asprom Sindical, Lambert Melo.
Nova contraproposta
Em coletiva, na tarde desta quarta-feira, 4, o titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Lourenço Braga, apresentou uma nova contraproposta de reajuste salarial de 15,53%. Sendo 7,41% referente aos anos de 2017 e 2018, retroativos a 1º de março e 8,12% referente a data base de 2015, pagos a partir de 1º de setembro deste ano. Braga disse, ainda, ser o limite que o governo pode oferecer à categoria no momento.
Ele, ainda, anunciou que a data-base de 2016 deve ser paga somente em 2019.
De acordo com Lambert na próxima sexta-feira, 6, o comando de greve estará fazendo uma assembleia geral para decidir se aceita ou não a nova contraproposta do governo.
Já o Sinteam, reuniu o comando de greve na tarde de hoje, para nesta quinta-feira, 5, votar a proposta em assembleia geral. Ambos ainda não têm local definido.
Empasse
Em uma tentativa de unificar os movimentos grevistas, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), que tem ficado de fora das negociações com o governo, enviou uma carta aberta ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam) pedindo unidade pelo fortalecimento da greve da categoria.
No entanto, o Sinteam não compareceu na reunião na tarde desta quarta-feira, 4. “Lamentamos que nosso gesto de humildade para união dos movimentos grevistas não foi aceito pelo Sinteam. E agora vamos ficar no aguardo”, afimour Lambert.
A greve dos professores começou no dia 22 de março, iniciada pela Asprom, e teve a adesão do Sinteam no dia 26. Mais de 80% das escolas em todo o Estado estão com as atividades paralisadas.
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