Manaus, 9 de julho de 2026
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Cidades

MPF investiga programa domiciliar de atendimento médico do AM

O programa foi implantado em agosto de 2013 no estado. (Foto: Reprodução)

O ‘Programa Melhor em Casa’ implantado pelo Governo do estado em agosto de 2013 e coordenado pela Secretaria de Estado do Amazonas (Susam) está no alvo do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), que constatou irregularidades na continuidade da execução do programa, pelo governo de Amazonino Mendes (PDT).

De acordo com publicação no Diário Oficial do órgão da última terça-feira, 5, foi instaurado um Procedimento Preparatório para apurar irregularidades depois que o Ministério da Saúde informou que oito equipes habilitadas pelo governo estavam em situação regular, as chamadas ‘Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMADs)’ na região, além da Susam ter informado a contratação de empresa em caráter emergencial para a garantia da continuidade do Programa.

O programa foi implantado em agosto de 2013 no estado. (Foto: Reprodução)

O ‘Melhor em Casa’ é uma modalidade de atendimento domiciliar, que tinha o objetivo de atender pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos ou em continuidade de tratamento clínico ou pós-cirúrgico. Ele tinha a proposta de ajudar a diminuir a procura nos hospitais de emergência e o tempo de internação, uma vez que os pacientes teriam assistência multiprofissional formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo e assistente social.

O inquérito foi instaurado em 2017 e questiona a continuidade do programa destacando que a Susam “informou a elaboração de rota para a continuidade do atendimento dos pacientes mais graves, dentre os 504 pacientes cadastrados”. A publicação é assinada pela procuradora Bruna Menezes Gomes da Silva, que enfatiza ser “essencial a verificação da regularização no atendimento dos pacientes inscritos no Programa e, também, as medidas adotadas pelo Estado do Amazonas para o atendimento dos 402 pacientes que aguardavam visita para admissão”.

A procuradora determinou expedição de ofício à Secretaria solicitando informações atualizadas sobre a execução do programa, em especial sobre a regularização das visitas, da disponibilidade de veículos para as equipes promoverem atendimentos e da avaliação para a admissão dos pacientes que estavam na espera por inclusão no Programa, expondo o quantitativo remanescente de pacientes que aguardam avaliação.

Sobre o Melhor em Casa

De acordo com informações do governo do estado, até o ano de 2015, o programa atendia pelo menos 510 pacientes, com 12 equipes de atendimento e um total de 94 profissionais.

No mesmo ano, uma dona de casa aposentada denunciou uma enfermeira que atuava no programa, de ter provocado a morte do marido dela por negligência. A enfermeira teria realizado um procedimento proibido com bisturi, o que teria ocasionado hemorragia e consequentemente a morte da vítima.

Nota da Susam

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que foi notificada do inquérito e já prestou os devidos esclarecimentos ao Ministério Público Federal (MPF). O “Melhor em Casa” era um dos programas que possuía contrato com empresas envolvidas na operação “Maus Caminhos”.
Com a deflagração da operação pela Polícia Federal, a empresa, que fornecia veículos e pessoal para atuar no programa, foi afastada. Ao assumir a Susam, em outubro de 2017, a atual gestão encontrou o programa “Melhor em Casa” com número de profissionais insuficiente e sem veículos para atender os pacientes.
Diante desta situação, a atual administração da Susam restabeleceu a equipe do programa e abriu processo licitatório para o aluguel de 12 veículos, que serão utilizados para as visitas domiciliares.
Atualmente, cerca de 500 pacientes estão inscritos no programa. Por dia, são feitas, em média, cinco visitas domiciliares, tanto para atendimento quanto para avaliação de novos inscritos no “Melhor Em Casa”.