O massoterapeuta, José Luiz Oliveira, de 60 anos, que atuava em times de futebol de Garça, São Paulo, foi preso na segunda-feira (25) , suspeito de pedofilia. A investigação teve início após a mãe de um dos adolescentes encontrar mensagens e procurar a polícia. As mensagens foram anexadas ao inquérito policial que investiga o caso.

Os meninos eram atendidos por um projeto social que ensina futebol e se comunicava com as vítimas por meio das redes sociais.
De acordo com as investigações, o suspeito aliciava os meninos em troca de presentes como chuteiras, camisas de times e chegou até dar o número do cartão de crédito para um dos meninos comprar presentes.
Em um dos trechos da conversa, o suspeito diz que ama o adolescente e pergunta ao garoto de 13 anos se ainda o quer como mulher. Já em outra conversa, ele diz que está com saudades.
Em outra mensagem, ele insiste e pergunta o que garoto precisa para ir à casa dele e chega a passar o número do cartão de crédito. Foi em uma dessas conversas que a mãe descobriu que o filho estava frequentando a casa do massoterapeuta.
“Ele chamou para ir até a casa dele, ofereceu o número do cartão para comprar um jogo, chuteira. Aí eu fiquei sem chão. Não sei nem sei o que eu pensei, fiquei sem chão”, conta a mulher.
De acordo com as investigações da polícia, em todos os casos o massoterapeuta atraía as crianças até a casa dele com a promessa de dar presentes e até dinheiro.
“Esse adolescente ele contou para minha equipe que ele joga futebol em um projeto de Garça e conheceu essa pessoa através do futebol, uma vez que ele machucou, fez tratamento gratuito com essa pessoa e contou que o massoterapeuta convidava pra ir na residência, oferecia um lanche e após o lanche, ele queria ir pro quarto e no quarto oferecia a quantia de R$ 20 ou outro presente em troca de relação sexual”, afirma a delegada Darlene Rocha Costa.

A delegada disse ainda que os abusos foram confirmados por meio dos depoimentos, das conversas e da confissão do suspeito. Ela pediu a quebra do sigilo telefônico dele para tentar identificar outras vítimas.
Durante as buscas na casa dele, a polícia apreendeu uma chuteira infantil nova, camisa de clube de futebol, preservativos e também um celular, que de acordo com a polícia seria de uma criança.
Até o momento foram identificadas duas vítimas que procuraram a polícia e confirmaram os fatos, mas a delegada disse que esse número pode ser maior.
“Não descartamos outras vítimas até porque ele tem muitos anos com o futebol, não só com esse projeto, mas vários outros clubes da cidade, ele também tinha um certo envolvimento”.
“O nosso contato com ele era bem distante, quando um dos atletas se machucavam a gente encaminhava para ele, por ser um profissional reconhecido na cidade. Mas esse lado dele nós não tínhamos conhecimento e fomos surpreendidos de forma negativa”, afirma Eduardo Batista Silva.
A mãe de outro adolescente que também teria sido abusado disse à polícia que o filho teria ido à casa do massoterapeuta pelo menos dez vezes.

“Uma vez meu filho lesionou, foi, tratou com ele, eu sempre junto, o pai sempre junto, nunca aconteceu nada. Não esperava jamais isso dele, jamais. Só que aí usou a rede social pra atrair, usou isca, e o menino com 13 anos caiu.”
Ao ser preso o homem confessou o crime e deu mais três nomes de vítimas.
A prisão do massoterapeuta é temporária, válida por 30 dias, e pode ser prorrogada pela Justiça. O idoso vai responder por estupro de vulnerável e favorecimento a prostituição.
A pena pode chegar a 25 anos de prisão. O suspeito foi encaminhado para a cadeia de Barra Bonita. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso.
*Informações retiradas do G1





