Manaus, 9 de julho de 2026
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Mundo

Mulher raptada por oito anos compra casa do crime para ‘deixá-la arrumada’

Natascha Kampusch foi protagonista de uma das histórias de terror mais assustadoras de todas, em uma casa que será lembrada como macabra. Até hoje seu caso é considerado um dos crimes mais chocantes já vistos, e sua história virou até filme, 3096 Dias de Cativeiro.

Natascha é austríaca e foi sequestrada aos 10 anos de idade, no país onde nasceu, enquanto ia para a escola. O crime ocorreu em 2 de março de 1998.

Ela ficou oito anos nesse local, sendo estuprada regularmente por um homem desequilibrado e criminoso.

Wolfgang Priklopil, o criminoso, era engenheiro e fez todo tipo de violência psicológica e física com a vítima.

Na casa que se tornou cativeiro de Natascha, Wolfgang a mantinha em uma pequena cela de 5m² na garagem de casa. Um armário a escondia da vista de todos, e por vários dias ela não era alimentada e não recebia luz. Ela também dormia algemada na cama dele, ajudou a carregar material de construção quando o criminoso resolver fazer uma reforma em casa e comia muito menos do que deveria — pesava 38kg com 1,57m

Natascha era obrigada a chamá-lo de “Mestre”, se recusava a deixá-la sair da pequena cela e nunca desligava um ventilador que não deixava faltar o ar dela. Ela contou que quase enlouqueceu nos primeiros meses por causa do barulho e por ter que tomar banho com uma pequena torneira.

Em 23 de agosto de 2006, seu raptor foi atender um celular em outro cômodo e a deixou limpando a casa. Foi o momento em que ela juntou forças para fugir, aos 18 anos. Ela correu e para seu desespero a vizinhança em Viena não estava muito a fim de ajudar. Pessoas até se recusaram a deixar que ela usasse o celular, enquanto a polícia achou que se tratasse de uma criminosa.

Enquanto Natascha prestava depoimento, Wolfgang andava por Viena até decidir se matar, se jogando na frente de um trem.

Wolfgang Přiklopil era de extrema direita, admirador de Hitler, odiava judeus e dizia admirar os atos do 11 de setembro

A um amigo, antes de se matar, ele disse que sequestrou para ter uma companheira, já que era tímido demais para arrumar uma esposa, então ele queria ensinar uma menina a amá-lo.

Descobriu-se depois que a polícia ignorou relatos de testemunhas e duas denúncias anônimas que levariam diretamente ao sequestrador.

Mesmo em liberdade, Natascha parece nunca ter se livrado completamente da presença de Wolfgang. Ela afirma ter chorado quando ele morreu e em 2010 comprou a casa onde ficou raptada para impedir que fosse demolida ou mesmo que fãs psicóticos peregrinassem para lá.

A sua reação e a forma como se refere a Wolfgang, se recusando a aceitar que o chamem de “doente sexual”, levaram suspeitas fortes que Natascha desenvolveu Síndrome de Estocolmo.

*Informações retiradas do R7