(Foto: Arquivo/Portal AM1)
Manaus (AM) – A previsão para a terceira semana do mês de junho na Região Norte, a começar nesta segunda-feira (17), apresenta acumulados de chuvas que poderão ultrapassar 60 milímetros, apontam dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e, conforme a meteorologista Andrea Ramos, as chuvas estarão dentro da normalidade no Amazonas, enquanto o Brasil enfrenta ondas de calor.
“Em tons de roxo é quando as chuvas vão ficar acima da média; em branco, significa que vai ficar dentro da média, e em amarelo é justamente aquele que vai ficar abaixo da média. Do centro-norte do Amazonas, a tendência dos próximos meses é de as chuvas ocorrerem e uma boa parte é ficar dentro da normalidade”, informou a especialista.
Conforme explica Ramos, já que o El Niño terminou, o fenômeno La Niña tem mais de 80% para se desenvolver, principalmente para ficar estabelecido, pois ele já está sendo monitorado. “Por enquanto, a gente segue na neutralidade, mas no meio do inverno [entre os meses de junho, junho e agosto], ou no finalzinho do inverno para a primavera, ele já vai estar bem estabelecido”.
Mas qual a diferença entre os fenômenos?
Tanto o El Niño quanto a La Niña são fenômenos climáticos que ocorrem no Oceano Pacífico e seus efeitos têm impactos no clima global. Enquanto o El Niño está relacionado com o aquecimento [calor], o La Niña está relacionado com o frio. Ou seja, são fenômenos opostos que oscilam sob a linha do Equador.
Durante eventos de El Niño, a região amazônica frequentemente experimenta condições mais secas do que o normal, como ocorreu em 2023, quando o Amazonas viveu a seca mais severa da história e que afetou a disponibilidade de água nos rios e a umidade do solo, deixando cerca de 600 mil pessoas em situação de emergência.
Além disso, o estado também sofreu com as queimadas naturais e provocadas por ação humana, devido ao período seco prolongado. A estiagem afetou, principalmente, as populações ribeirinha e indígena.
Neste ano, especialistas afirmam que a seca no Amazonas pode ter o mesmo período que o ano anterior, no entanto, poderá ser menos severa; mas isso é apenas uma previsão, haja vista que as condições climáticas podem mudar.
O efeito La Niña, por sua vez, traz à Amazônia um aumento na precipitação, resultando em chuvas mais intensas e frequentes, mas, de acordo com Andrea Ramos, as chuvas previstas para o período estão dentro da normalidade. Exemplo disso é que a cheia deste ano nem chegou a inundar a frente da cidade de Manaus, ao contrário de 2021, quando o Rio Negro atingiu 30,02 metros.
Mas, segundo a meteorologista, com o fim do El Niño, nós estamos na “fase neutra”, que ocorre quando nem o El Niño e nem a La Niña estão atuando, e sobre esse aspecto, o que vai prevalecer é o que condiz a estação.
“Em junho já começa o período menos chuvoso, que começa, agora, e vai até outubro, novembro, e depois volta de novo a aumentar as chuvas e vai seguir essa sequência”, finaliza.
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