Manaus, 27 de julho de 2026
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Manaus, 27 de julho de 2026

Brasil

Forças federais mantêm operações contra garimpo em terras Yanomami

A medida busca proteger a população indígena e recuperar áreas devastadas pela mineração.

Terra indígena Yanomami - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Terra indígena Yanomami - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Manaus (AM) – A presença de forças federais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, foi prorrogada para reforçar o combate ao garimpo ilegal. A medida busca proteger a população indígena e recuperar áreas devastadas pela mineração. O Ministério da Defesa, por meio da Portaria nº 5.831/2024, garantiu a continuidade das operações militares na região, onde a crise humanitária é agravada pela invasão de garimpeiros.

A luta pela preservação da Terra Indígena Yanomami ocorre em meio a relatos alarmantes de devastação ambiental e violações de direitos.

 

“A Terra Indígena Yanomami foi invadida, e o que acontece ali é um genocídio”, afirmou a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, durante evento em Brasília, destacando a gravidade da situação enfrentada pelas comunidades locais. As palavras foram ditas no Seminário Internacional Brasil, Terra Indígena, em abril de 2024.

 

As operações federais têm sido fundamentais para conter a destruição e garantir a segurança dos Yanomamis.

 

“Temos trabalhado para desmantelar as redes criminosas que atuam no garimpo ilegal e para devolver a dignidade às populações indígenas afetadas”, afirmou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em coletiva de imprensa realizada em dezembro de 2024.

 

Resultados das operações militares

Desde janeiro de 2024, as forças federais realizaram mais de 3,5 mil operações na região, segundo dados do Comando Catrimani II, com foco em desmantelar pistas de pouso clandestinas e destruir maquinários usados na extração ilegal. Apesar desses esforços, o desafio de erradicar o garimpo persiste. Em agosto, o governo federal estabeleceu a meta de encerrar o garimpo ilegal na região até setembro do mesmo ano, mas os índices de atividade criminosa continuam elevados.

A Operação Interdição Majestada, encerrada em 31 de dezembro, destruiu estruturas ilegais e restringiu o acesso dos garimpeiros. O governo destacou que as operações continuam sendo um instrumento essencial para combater crimes ambientais e proteger a biodiversidade.

Além das operações militares, o governo federal tem promovido ações humanitárias para atender às comunidades afetadas pela crise.

 

“A missão não é apenas retirar os garimpeiros, mas também garantir que os povos indígenas tenham acesso a saúde, educação e segurança alimentar”, afirmou Sônia Guajajara durante o Seminário Internacional.

 

Enquanto as ações governamentais seguem, lideranças indígenas alertam para a necessidade de políticas públicas de longo prazo.

 

“O povo Yanomami precisa de proteção contínua, e o combate ao garimpo deve ser acompanhado por iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável da região”, disse Davi Kopenawa, liderança Yanomami, em declaração à imprensa em setembro de 2024.

 

O governo federal reafirmou o compromisso com a proteção das terras indígenas, mas a efetividade das ações depende da articulação entre órgãos públicos, lideranças indígenas e organizações internacionais para enfrentar o complexo cenário da região Yanomami.

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