(Foto: Reprodução /Youtube)
Manaus (AM) – O ator e diretor Dennis Carvalho morreu na manhã deste sábado (28/2), no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aos 78 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Em nota enviada à imprensa, o hospital confirmou o falecimento e informou que se solidariza com familiares, amigos e fãs “por essa irreparável perda”.
Trajetória marcante na televisão
Dennis Carvalho foi um dos nomes mais influentes da televisão brasileira. Com carreira iniciada nos anos 1960, ele construiu uma trajetória sólida tanto como ator quanto como diretor, contribuindo diretamente para moldar a linguagem da teledramaturgia nacional.
Antes de se consolidar na TV Globo, emissora onde se tornaria referência, passou pela TV Paulista e pela TV Tupi. Em 1975, chegou à Globo e foi inicialmente escalado para atuar na novela Roque Santeiro, produção que acabou proibida pela censura durante o regime militar.
Pouco depois, ganhou destaque em Locomotivas (1977), no papel de Netinho. Foi também nessa trama que teve a primeira experiência como diretor, ao conduzir cenas nas semanas finais da novela, início de uma nova fase profissional.
Da atuação à direção
No seriado Malu Mulher (1979), interpretou Pedro Henrique e aprofundou o interesse pela direção. Dennis costumava contar que aproveitava os intervalos de gravação para observar o trabalho de Daniel Filho, absorvendo detalhes técnicos e narrativos da produção.
A parceria com o autor Gilberto Braga rendeu alguns dos maiores sucessos da dramaturgia brasileira. Entre eles, as novelas Vale Tudo, Anos Rebeldes e Celebridade, produções que marcaram época ao abordar temas políticos e sociais com linguagem inovadora.
Dennis também esteve à frente de outras obras de destaque, como Selva de Pedra, Fera Ferida, Lado a Lado, Sangue Bom, Babilônia e Segundo Sol, consolidando sua reputação como um dos diretores mais respeitados da emissora.
Estilo firme e legado
Conhecido pelo estilo firme nos estúdios, Dennis Carvalho também ficou marcado por bordões que se tornaram parte do imaginário dos bastidores da TV, como “Fora, Vídeo Show!” e o característico “Silêncio!” antes de iniciar as gravações.
Com décadas dedicadas à televisão, ele deixa um legado expressivo na dramaturgia brasileira, sendo reconhecido por sua contribuição artística e técnica para algumas das produções mais emblemáticas do país.





