(Foto: Divulgação PSDB /Waldemir Barreto /Agência Senado /Reprodução /Redes Sociais)
Manaus (AM) – O presidente do PSDB no Amazonas, Plínio Valério, afirmou em entrevista exclusiva ao Portal AM1 que o partido não autorizou a candidatura de William Bitar Barroso dos Santos ao governo tampão do Estado. Segundo ele, a iniciativa foi individual e não tem qualquer vínculo com a sigla.
A declaração ocorre em meio à tentativa de William Bitar de disputar o cargo de governador em uma eleição indireta marcada para o dia 4 de maio, que será decidida pelos deputados estaduais. O pré-candidato tem se apresentado em oposição aos nomes ligados ao governo.
“Ele não tem nosso aval, não tem nosso apoio. Não conversou nada com a gente. Se quiser ser candidato, que seja como cidadão, não pelo partido”, declarou Plínio.
O dirigente foi enfático ao afirmar que o PSDB não terá candidato no pleito e que pretende formalizar essa posição oficialmente. “Eu não autorizei e nem vou autorizar. O partido não vai ter candidato”, reforçou.
A candidatura de William Bitar ainda enfrenta entraves formais. O presidente interino da Assembleia Legislativa, Adjuto Afonso, deu prazo de 48 horas para que ele apresente documentação complementar, já que o pedido inicial foi protocolado com pendências, incluindo a ausência de endereço para notificação.
Nas redes sociais, William afirma ter atuado contra o ex-governador Wilson Lima, que renunciou ao cargo para disputar o Senado. Ele cita um pedido de impeachment que não chegou a ser analisado pelos deputados, além de denúncias que, segundo ele, contribuíram para investigações como a Operação Sangria.
Antes mesmo da publicação oficial das regras da eleição, o pré-candidato também criticou o funcionamento da Assembleia Legislativa, alegando que o prédio estava fechado no último dia para registro de chapas. Ele afirma que sua candidatura tem como objetivo “colocar o estado em ordem”.
Apesar da movimentação, o PSDB se mantém distante do processo. Plínio Valério destacou que o partido não participa diretamente da disputa por não possuir representação na Assembleia Legislativa, responsável pela votação.
“A gente só torce para que seja transparente, claro e que não deixe dúvidas na sociedade”, disse.
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