Manaus, 9 de julho de 2026
×
Manaus, 9 de julho de 2026

Brasil

Vídeos de violência contra bebês levam nove suspeitos à prisão e mobilizam investigação nacional

Deputada Erika Hilton aciona MPF e Ministério dos Direitos Humanos após descoberta de suposta rede criminosa.

videos-de-violencia-contra-beb

(Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – Uma rede suspeita de produzir e comercializar vídeos de tortura contra bebês, crianças e animais virou alvo de uma investigação da Polícia Federal após a prisão de nove pessoas no Rio Grande do Sul. O caso ganhou repercussão nacional pela gravidade das denúncias e pela suspeita de que o grupo utilizava a internet para distribuir o material criminoso.

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) anunciou nesta quinta-feira (9) que acionará o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para pedir o aprofundamento das investigações e medidas de apoio às vítimas.

Segundo a parlamentar, a venda dos vídeos por meio do aplicativo Telegram indica que a atuação do grupo pode não estar limitada ao Rio Grande do Sul. Para Hilton, é necessário apurar se outras pessoas participaram do esquema em diferentes regiões do país.

“É difícil acreditar que a atuação desse grupo era restrita ao RS”, afirmou a deputada em publicação nas redes sociais.

Entre os presos estão dois militares e outros suspeitos, incluindo o pai de um dos bebês que aparecem nas gravações. A deputada afirmou que parte dos investigados mantinha relação direta com as vítimas, o que aumenta a preocupação sobre a extensão da violência praticada.

Suspeito com atuação política é citado

Erika Hilton também mencionou o caso de Tiago Ximendes, apontado por ela como filiado ao Partido Liberal (PL), pastor evangélico e ex-coordenador de um posto de atendimento médico da Secretaria Municipal de Saúde de Bagé (RS).

Segundo a deputada, com o investigado teriam sido encontrados vídeos contendo cenas de violência contra bebês, crianças e animais. A suspeita ainda é apurada pelas autoridades.

A parlamentar afirmou que, além da punição aos envolvidos, é necessário garantir atendimento especializado às vítimas e responsabilizar todos os integrantes da rede.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar a estrutura do grupo, a origem dos conteúdos e a possível participação de outros envolvidos.

 

LEIA MAIS: