Manaus, 31 de julho de 2026
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Esportes

Gianni Infantino recua após tentativa de transformar torneios da Fifa em negócio para investidores

Presidente da Fifa desistiu de empresa que concentraria negócios dos torneios após reação contrária de confederações.

(Foto: Agência Brasil)

Manaus (AM) – A Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que desistiu da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que seria responsável por administrar a parte comercial das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A decisão foi comunicada pelo presidente Gianni Infantino após consultas às associações filiadas e manifestações contrárias de algumas confederações continentais.

O projeto havia sido apresentado na última terça-feira (28) e previa a venda de participações minoritárias da nova empresa para investidores privados. A expectativa da entidade era arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 21,5 bilhões) com a operação.

Segundo a Fifa, os recursos seriam utilizados para ampliar os investimentos no futebol e aumentar os valores destinados às federações nacionais por meio do programa Fifa Forward.

Em comunicado oficial, Infantino afirmou que a proposta foi retirada após gerar divergências entre as entidades envolvidas. De acordo com o presidente da Fifa, o plano dependia do apoio das 211 associações filiadas, além de consultas ao Conselho da entidade, às confederações continentais e demais partes interessadas.

“Ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar”, declarou o dirigente.

Confederações se manifestaram contra proposta

A proposta recebeu críticas principalmente da Europa. A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) afirmou que suas 55 associações filiadas poderiam boicotar competições organizadas pela Fifa caso o plano fosse mantido.

A entidade europeia indicou que a medida poderia afetar a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

Após a manifestação da Uefa, outras confederações também se posicionaram contra o projeto. A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) demonstraram oposição à iniciativa.

Já a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), além das confederações da África e da Oceania, divulgaram manifestações mais cautelosas e não anunciaram apoio ou rejeição ao projeto.

Modelo comercial da Fifa

A criação da Fifa Forward Enterprise fazia parte de uma estratégia para reunir as operações comerciais dos torneios da entidade em uma única estrutura. A empresa seria controlada pela própria Fifa, mas permitiria a participação de investidores externos.

O plano ainda estava em fase de consulta e tinha prazo até 19 de setembro para receber manifestações das associações filiadas. Com a decisão anunciada por Infantino, a proposta não seguirá para análise final.

A Fifa informou que continuará buscando alternativas para ampliar investimentos no futebol e manter o financiamento destinado às federações associadas.

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