Manaus, 19 de agosto de 2026
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Manaus, 19 de agosto de 2026

Economia

Maria do Rosário, 69 anos, quer aprender a usar Uber e videochamadas

Ela participou, nesta quarta-feira (19), da primeira aula da nova turma do curso “Defensor Digital 60+”, iniciativa da DPE-AM.

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Maria do Rosário, 69 anos. (Foto: Marcus Bessa / DPE-AM)

Manaus (AM) – Aos 69 anos, Maria do Rosário decidiu aprender a usar aplicativos de transporte e fazer chamadas de vídeo. Ela participou, nesta quarta-feira (19), da primeira aula da nova turma do curso “Defensor Digital 60+”, iniciativa da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) em parceria com a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI).

A aula inaugural reuniu 40 pessoas idosas na sede da FUnATI, na avenida Brasil, zona oeste de Manaus. A programação abordou temas como etarismo, receio de experimentar novas tecnologias e a importância de compreender ferramentas digitais cada vez mais presentes no cotidiano.

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Curso “Defensor Digital 60+”. (Foto: Marcus Bessa / DPE-AM)

Coordenada pelo Núcleo de Atendimento, Proteção e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa (Nuappi), a formação busca ampliar a autonomia do público 60+ no uso da tecnologia.

Busca por mais autonomia

Para Maria do Rosário, aprender a solicitar uma corrida por aplicativo ganhou importância depois de uma situação de violência. Após ser abordada por um ladrão enquanto caminhava sozinha, ela passou a evitar sair com o celular.

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Maria do Rosário, 69 anos. (Foto: Marcus Bessa / DPE-AM)

As filhas então sugeriram que ela aprendesse a usar aplicativos de transporte como uma alternativa para se deslocar com mais segurança.

“Eu tenho vontade de pegar o Uber. Eu nunca me interessei, mas as minhas filhas já me indicaram a usar”, contou.

Ela também quer aprender a fazer videochamadas para conversar com a cunhada, que mora em Fortaleza.

“A aula foi ótima! Eu estou amando, porque vou aprender um monte de coisa nova”, afirmou.

Tecnologia também ajuda na prevenção de golpes

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que pessoas com 60 anos ou mais ainda estão entre as que menos acessam a internet. Segundo o levantamento citado pela DPE-AM, 66% dos idosos disseram não saber utilizar a tecnologia.

A capacitação também busca reduzir a vulnerabilidade desse público a golpes virtuais. Ex-aluno da primeira turma de 2026, Franklin de Souza, de 66 anos, voltou à aula inaugural para contar como colocou os conhecimentos do curso em prática.

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Franklin de Souza. (Foto: Marcus Bessa / DPE-AM)

Ele relatou ter identificado uma tentativa de golpe após lembrar das orientações recebidas durante as aulas. Para conferir a mensagem, recorreu à inteligência artificial.

“Tudo que tem na internet, a gente tem que desconfiar, tudo, absolutamente tudo”, afirmou.

O defensor público Marcelo Pinheiro, coordenador do Nuappi, explicou que a proposta não se limita ao ensino de ferramentas digitais. Segundo ele, o objetivo é fortalecer a independência das pessoas idosas e permitir que elas também compartilhem o conhecimento com outras pessoas.

O reitor da FUnATI, Euler Ribeiro, destacou que a parceria com a Defensoria já chega à terceira turma e tem como foco preparar o público 60+ para lidar com as mudanças tecnológicas.

Curso tem 60 horas

Criado em 2023, o “Defensor Digital 60+” oferece formação sobre linguagem digital, acessibilidade, segurança na internet, prevenção de golpes, desinformação, inteligência artificial e uso consciente das ferramentas tecnológicas.

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Curso “Defensor Digital 60+”. (Foto: Marcus Bessa / DPE-AM)

A nova turma terá 60 horas de atividades, distribuídas em 14 aulas às quartas-feiras, das 8h às 11h. O encerramento está previsto para dezembro.

A iniciativa busca ampliar a cidadania digital e ajudar pessoas idosas a utilizar recursos tecnológicos com mais segurança e independência.

(*) Com informações da assessoria

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