Trabalhadores do centro de Manaus (Foto Lucas Bentes Portal AM 1)
O fim da escala 6×1 avançou no Senado e pode provocar mudanças na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros. A proposta foi aprovada nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora segue para análise do plenário.
Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos dos 81 senadores em dois turnos. Enquanto o Congresso discute os próximos passos, o tema também divide opiniões entre os trabalhadores.
A equipe do Amazonas 1 foi às ruas de Manaus para saber o que a população pensa sobre o fim da escala 6×1. Entre os entrevistados, houve quem defendesse a mudança e quem apontasse preocupação com seus possíveis impactos.
O vendedor Joel Klinger afirmou ser favorável ao fim da escala. Ele destacou o desgaste provocado pela rotina de trabalho, principalmente por atuar exposto ao sol.
“Eu acho melhor acabar com a escala 6×1. A gente cansa muito, principalmente aqui, porque trabalha no sol quente. Ter mais dias de descanso seria melhor. Eu aprovo o fim da escala”, afirmou.
O também vendedor Jeferson Martinez segue a mesma linha e defende a adoção da escala 5×2. Para ele, um único dia de folga não é suficiente para descansar e resolver as tarefas pessoais.
“Na 6×1 eu quero que acabe mesmo. É uma sobrecarga para o trabalhador. Você trabalha seis dias e só tem um para fazer as coisas em casa. Com mais um dia, dá para descansar e também resolver as coisas da casa”, disse.
Já o locutor Alex Paixão é contrário à mudança. Na avaliação dele, o fim da escala pode aumentar as dificuldades econômicas enfrentadas por trabalhadores e empresários.
“Se você é a favor do fim da escala 6×1, precisa pensar que o trabalhador já enfrenta dificuldades para sobreviver. Com o fim dessa escala, pode ficar ainda mais difícil para o trabalhador e para o empresário”, declarou.
Proposta ainda será votada
Apesar da aprovação na CCJ, o fim da escala 6×1 ainda não está definido. O texto precisa passar pelo plenário do Senado em dois turnos.
A proposta também entrou no radar das articulações políticas antes das eleições. O governo federal defende que a votação aconteça antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, mas ainda não há uma data confirmada para a análise definitiva.
Enquanto os parlamentares discutem os impactos da mudança, os trabalhadores ouvidos pelo Amazonas 1 mostram que a questão não é consenso.
Entre quem vive a rotina da escala 6×1, a discussão passa por descanso, qualidade de vida, renda e condições de trabalho. A decisão sobre o futuro da jornada, agora, depende da votação no Senado.
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