Manaus, 11 de setembro de 2026
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Manaus, 11 de setembro de 2026

Cidades

Moisés Cunha revela plano para reorganizar comércio informal no Centro de Manaus

Secretário afirma que prefeitura já realocou ambulantes e prepara mudanças com a construção de novo porto na Lourenço Braga.

Moisés Cunha. (Fotos: Isac Sharlon)

Manaus (AM) — O secretário municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (SEMACC), Moisés Cunha, afirmou que a Prefeitura de Manaus enfrenta um dos principais desafios históricos do Centro: organizar o comércio informal sem retirar dos trabalhadores a possibilidade de garantir o sustento das famílias.

Em entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, Moisés explicou que a estratégia da administração municipal não é apenas retirar vendedores das ruas, mas cadastrar, fiscalizar e buscar alternativas de realocação.

Segundo o secretário, o problema está diretamente relacionado ao desemprego e à chegada de pessoas do interior do Amazonas à capital em busca de oportunidades. Sem formação profissional ou emprego formal, parte acaba recorrendo ao comércio informal para sobreviver.

Orla passou por operação

Moisés relembrou a operação Orla Mais Segura, realizada durante a gestão de David Almeida, quando Renato Júnior ainda atuava como secretário.

Segundo ele, a ação envolveu diferentes órgãos municipais e forças de segurança para retirar barracas e vendedores que ocupavam a área da orla próxima à Feira Manaus Moderna e à Feira da Banana.

Após a retirada, a prefeitura realizou cadastramento e buscou realocar os trabalhadores em outros pontos.

O secretário reconheceu, entretanto, que o trabalho é difícil e afirmou que alguns vendedores retornam aos locais após serem retirados.

Novo porto deve mudar a região

Uma das principais mudanças previstas para a área será a construção de um novo porto na região da Lourenço Braga.

De acordo com Moisés, o projeto prevê uma estrutura de aproximadamente 800 metros, avançando em direção ao rio, com píeres separados para embarcações de passageiros e barcos que transportam mercadorias.

A proposta também prevê praça, armazém e estrutura administrativa. A obra deverá levar mais de um ano para ser concluída.

Para o secretário, a intervenção poderá reorganizar uma das áreas mais movimentadas do Centro.

SEMACC terá papel na fiscalização

Mesmo sendo uma obra federal, Moisés afirmou que a SEMACC continuará tendo participação na organização do espaço depois da intervenção.

Segundo ele, a secretaria deverá atuar na fiscalização, manutenção e ordenamento da região, em conjunto com outros órgãos públicos.

A expectativa é que a nova estrutura reduza a desorganização atualmente existente na área portuária e permita separar o fluxo de passageiros do transporte de cargas.

Confira a entrevista completa:

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