Manaus, 12 de julho de 2026
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Manaus, 12 de julho de 2026

Cidades

Escola abandonada no Coroado é alvo de bandidos e usuários de drogas

A Seduc informou que a escola foi interditada em 2016 e os alunos foram remanejados para três unidades escolares adjacentes

Fechada para reforma, escola continua abandonada. (Foto: Carlos Bolívar)

As imagens a seguir são de uma escola totalmente abandonada, largada e com risco de conter pontos de procriação de mosquitos da dengue, devido ao acúmulo de água. Situada no Bairro do Coroado 3, rua Pedro Teixeira, Zona Leste de Manaus, a Escola Estadual Maria Arminda Guimarães de Andrade está abandonada e virou alvo de bandidos e de encontro para usuários de drogas, denuncia moradores.

A dona de casa, Adelaide Martins, relatou o caso ao portal Amazonas1 e contou que a escola está abandonada há aproximadamente quatro anos. A moradora declara também, que o medo está diariamente presente para a população residente das proximidades.

Fechada para reforma, escola continua abandonada. (Carlos Bolívar)

“Essa escola está abandonada há mais de três anos. Infelizmente ninguém nunca fez nada, estamos com medo, pois todos sabem que lá virou ponto para drogados e traficantes. Precisamos de alguém para resolver esse problema”, desabafa.

Além de um fácil esconderijo para usuários de drogas, os moradores relatam, também, preocupação com bandidos que se escondem no local para realizarem assaltos. “Eles se escondem lá dentro e para fumar. É perigoso até para quem passa por aqui. Corremos o risco de sermos assaltados.

Moradores relatam medo e denunciam que a escola virou ‘boca de fumo’. (Foto: Carlos Bolívar)

A escola

A equipe de reportagem do portal Amazonas1 visitou o local e comprovou a veracidade dos fatos, além de se deparar com um total descaso do sistema público de ensino perante a situação. O local ao lado do Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Coroado (CDCC).

Lixo em frente a escola. (Carlos Bolívar)

Durante a visita, percebemos também, que boa parte do local está envolto a mato, além dos muros da escola estarem pichados com palavras de baixo calão e, em alguns pontos, o telhado aparece quebrado.

Nas fotos capturadas por nossa equipe, também é possível observar o abandono de um campo de futebol que faz parte do terreno da escola.

Campo de futebol da escola abandonado. (Bruno Pacheco)

Segurança

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que o patrulhamento da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) no Coroado é realizado pela 11ª Companhia Interativa Comunitária e que o policiamento no bairro ocorre dentro da normalidade.

A secretaria reforçou que é importante que a população realize denúncias nos Distritos Integrados de Polícia (DIP) e nas CICOMs. Com base nesses registros é definida a macha criminal e as ações de policiamento são reforçadas.

A PMAM informou, ainda, que para atender as denúncias, sugestões de moradores ou até mesmo de frequentadores da área, deve-se entrar em contato via 190 ou, também, pela linha direta da 11ª Cicom: (92) 98842-1593. Os números podem ser acionados a qualquer momento, pois operam 24 horas por dia.

O que dizem os pais:

A mãe de um adolescente, que não quis se identificar com medo de represálias, contou que o filho estudou na escola um ano antes dela ser desativada, e que, o colégio havia parado suas atividades devido a uma reforma em que se tornaria de tempo integral. “Meu filho estudava na escola e ele não conseguiu se rematricular, pois a escola entrou em reforma. Até hoje a escola está desse jeito. Disseram que ela viraria de tempo integral e até agora nada.”, denuncia.

O que diz a Seduc:

A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) explicou que “a Escola Estadual Maria Arminda Guimarães de Andrade foi incluída no levantamento das necessidades realizado no início da nova gestão, quando foram identificados danos estruturais que perduravam ao longo de administrações anteriores e não foram solucionados”.

“Por apresentar riscos à integridade do corpo escolar, inclusive de desabamento, o Departamento de Engenharia do órgão já havia interditado a escola em 2016 e os alunos foram remanejados para três unidades escolares adjacentes, sem prejuízo do curso do ano letivo”, informou a Seduc.

A secretaria ressaltou que já está em estudo um projeto para recuperação e adequação da mesma para o padrão das escolas de tempo integral. A Seduc-AM informa ainda que não é possível prever o início da implementação, mas tão logo essa etapa seja concluída, tornará público à comunidade o investimento e o planejamento de trabalho.