Manaus, 13 de julho de 2026
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Manaus, 13 de julho de 2026

Cidades

Padrasto suspeito de matar bebê diz que ficou irritado e jogou menina em colchão

Mãe e padrasto foram presos temporariamente por homicídio qualificado por motivo fútil.

O padrasto da bebê de 1 ano e 10 meses que morreu em Leme, São Paulo,  disse em depoimento à Polícia Civil que jogou a menina em um colchão e ela bateu com a cabeça na parede. O padrasto e a mãe da criança foram presos temporariamente na noite de quarta-feira (17) por homicídio qualificado por motivo fútil.

Mãe, padrasto e bebê

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou nesta quinta-feira (18) que a conversão para a prisão preventiva já foi solicitada à Justiça. Segundo o delegado Carlos Eduardo Malaman, um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou como traumatismo craniano a causa da morte.

Além do casal, o delegado ouviu alguns vizinhos e agora aguarda o laudo conclusivo do IML para finalizar o caso que aconteceu no bairro Itamaraty.

 

DEPOIMENTOS

De acordo com o delegado, a mãe disse em depoimento que saiu para trabalhar na tarde de terça-feira (16) e retornou às 23h. Já o padrasto, que ficou com a menina durante esse período, contou que dava comida para a bebê quando ela teria jogado o prato. Irritado, ele deu dois tapas na criança e a jogou em um colchão. Com a queda, ela teria batido a cabeça contra a parede.

Ainda de acordo com o delegado o padrasto saiu para trabalhar na madrugada de quarta-feira e, pela manhã, por volta das 7h, a mãe teria saído correndo pela rua, gritando que a filha estava morta. Vizinhos acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

A Perícia Técnica foi ao local e questionou a mãe sobre os hematomas pelo corpo da bebê. A teria dito que a criança estava com problemas de saúde e por isso estava com as manchas.

O corpo foi levado para o IML de Limeira e que constatou preliminarmente os hematomas e o traumatismo craniano.

De acordo com o delegado, já havia um processo aberto no Conselho Tutelar. O conselho informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que no fim da tarde de terça-feira (16) recebeu um comunicado da escola que a criança frequentava sobre possíveis espancamentos. O conselho iria iniciar uma investigação na quarta-feira.

 

*Informações retiradas do G1