Em menos de três meses de 2018, o governo de Amazonino Mendes (PDT) gastou mais com publicidade do que com medicamentos para a população, mesmo com a falta de remédios em unidades de saúde do Estado, como no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio.

Gastos com a Cema são 40% menores do que com a Secom (Foto: Reprodução)
De acordo com dados do Portal da Transparência do Estado, a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) já fez pagamentos no valor de R$ 4,66 milhões neste ano, entre janeiro e os primeiros dias de março.
No mesmo período, a Central de Medicamentos da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) fez pagamentos de R$ 2,79 milhões. O valor é 40% menor que os gastos com publicidade.
Com o slogan de ‘Amor’, ainda remetendo à campanha das eleições suplementares de 2017, o governo de Amazonino já chegou até a receber uma recomendação do Ministério Público de Contas (MPC) parar retirar o ‘Amor à causa pública’ das placas de obras da atual gestão.
Segundo o procurador Ruy Alencar, o MPC quer garantir transparência e eliminar da propaganda institucional os slogans que remetam a governantes.

Fonte: Portal da Transparência
Em nota, a Secom informou que “amparada por lei, tem verba específica para divulgar as ações de governo”.
Medicamentos em falta
Segundo apurou o Site Amazonas1, no principal hospital da zona leste e um dos principais da capital amazonense, alguns medicamentos estão em falta.
É o caso do Metronidazol, da Ondansetrona e do antibiótico Clindamicina, todos injetáveis.
No Hospital da Criança da Zona Leste, o ‘Joãozinho’, também há falta corriqueira de medicamentos como o Dicloridrato de Hidroxizine, utilizado no tratamento de problemas na pele causados por alergias.

Confira a nota da Secom, na íntegra
A Secretaria de Comunicação, amparada por lei, tem verba específica para divulgar as ações de governo. Estamos, desde o dia 1 de janeiro, sob a vigência da lei eleitoral e também somos regulados pelo Tribunal de Contas do Estado. Nossos gastos são todos publicados no Portal da Transparência.





