Manaus, 8 de julho de 2026
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Manaus, 8 de julho de 2026

Cidades

Amazonino assina projeto de reajuste dos professores e envia à ALE

O governador Amazonino Mendes (PDT) acabou de assinar o projeto que reajuste o salário dos professores. O documento será enviado à Assembleia Legislativa do Estado (ALE), onde está sendo aguardado pelos deputados estaduais para ser votado. A proposta está prevista para chegar à Casa às 13h. A proposta é de reajuste de 24,91% aos servidores estaduais de educação.

O projeto de lei contempla os 15,53%, anunciados há dois dias e que serão pagos este ano, e mais 9,38% que será pago no início de 2019.

Professores estão na ALE, em grande número (Foto: Reprodução)

Além do reajuste, o governo diz assegurar os demais benefícios já apresentados aos servidores, que inclui a retomada do plano de saúde da rede privada Hapvida e do vale-alimentação para todos os servidores, inclusive os da sede da Seduc, no valor de R$ 220, além do acréscimo de R$ 200 (95% de aumento) no vale-alimentação para todos os profissionais da educação que exercem atividade na escola, totalizando R$ 420.

“Há, ainda, o fim do desconto de 6% sobre o vale-transporte (dando ganho real ao trabalhador de R$ 140); as promoções de 3.516 professores que terminaram cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado; e a criação do grupo de trabalho com representantes do sindicato para a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e das promoções horizontais não realizadas há quatro anos”, diz o governo.

Professores lotam a ALE

No 16ª dia de greve, professores da rede estadual de ensino estão mais uma vez na Assembleia. Segundo o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), o objetivo é acompanhar a votação do projeto do governo.

Professores estão desde cedo na ALE (Divulgação)

Em nota enviada à imprensa, nesta quinta-feira, 5, o secretário de Estado da Educação (Seduc), Lourenço Braga, afirmou que iria aguardar a comunicação oficial da contraproposta dos servidores da educação para definir os próximos passos da negociação.

Na quarta-feira, 4, o secretário entregou ao Comando de Greve Unificado a proposta de reposição salarial de 15,53% referente ao pagamento das datas-bases de 2015, 2017 e 2018, além de não descontar as faltas dos professores pelo tempo de paralisação das aulas.

Lourenço afirmou que as datas bases de 2017 e 2018 representam 7,41%, conforme correção inflacionária do período, e serão pagas retroativas a 1º de março de 2018. Já a reposição salarial de 2015 é de 8,12% e contará a partir de 1º de setembro de 2018. Em relação à correção do índice de inflação da categoria do ano de 2016, o Governo do Estado vai se comprometer a pagar o percentual a partir de 2019.

Nesta sexta-feira, segundo o coordenador financeiro da Asprom Sindical, Lambert Melo, a categoria rejeitou a proposta do governo e vai pressionar a ALE a incluir as emendas propostas pelos professores ao projeto de reajuste do governo, incluindo o pedido de reajuste de 35%.

Estudantes também comparecem à ALE para apoiar professores (Foto: Divulgação)

Manifestação na frente da sede do governo

Enquanto parte dos professores estava na ALE, outro grupo protestava na frente da sede do governo na manhã desta sexta-feira. Com carro de som, os professores bloquearam a Avenida Brasil e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) chegou a orientar os condutores a buscar uma rota alternativa.

Manifestação na frente da sede do governo (Foto: Manaustrans)

Sinteam quer reajuste salarial de 27,5% do governo

Após rejeitar em assembleia geral realizada na tarde desta quinta-feira, 5, a contraproposta da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de 15,53% de reajuste salarial, os professores votaram pela a contraproposta de 27,5% de reajuste salarial. Mais de 8 mil professores estiveram reunidos na Arena Amadeu Teixeira.