Jovem foi assassinada por atual companheira de seu ex (Foto: Reprodução/Facebook)
Após ouvir quatro suspeitos de ter matado a jovem Letícia Emanuelle, de 21 anos, em Mogi das Cruzes, São Paulo, a polícia encontrou a motivação do assassinato. O grupo acreditava que a vítima tinha feito uma maldição para que uma das suspeitas abortasse.

Jovem foi assassinada por atual companheira de seu ex (Foto: Reprodução/Facebook)
Uma quinta mulher que teria participado do crime ainda não foi identificada. O G1 tenta localizar os advogados dos suspeitos.
De acordo com o delegado Rubens José Ângelo, do Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes, Gizélia Aparecida Siqueira de Paula acreditou ter perdido os trigêmeos que esperava por causa de uma maldição da vítima.
O pai das crianças, segundo a polícia, era Thiago Morais Sant’Anna, que já tinha tido um relacionamento com a vítima e também participou do crime.
“Gizélia disse que estava grávida e Letícia ficava mandando vídeos macabros para aterrorizar. Ela achava que Gizélia esperava só um filho e disse que se vendesse para ela (Letícia) pagaria R$ 100”. Letícia ainda teria dito que o bebê estava encomendado pelo demônio”, disse o delegado.
Gizélia, segundo a polícia, abortou naturalmente e acreditou que a maldição foi a causa e, por vingança, armou a emboscada.
No dia 29 de janeiro, de acordo com a polícia, foi Thiago quem pegou a vítima em casa e a levou até o local onde seria morta, às margens da Represa de Taiaçupeba. Ele disse ter mantido a amizade com Letícia depois que os dois deixaram de se relacionar. Os dois eram vizinhos e moravam no Conjunto do Bosque.
“A gente concluiu, pelas investigações, que Thiago pegou Letícia na casa dela, levou até as proximidades da casa da Gizélia e de lá saíram no veículo dele: Thiago, Gizélia e Letícia”, disse.
Ainda segundo o delegado, uma marreta usada no crime estava no carro dele. “Ele disse que acreditava que iam só bater nela e não matar. Mas ele levou a Letícia para a morte”, contou Rubens.

Suspeitos de matar a jovem Letícia perto de represa em Mogi das Cruzes — Foto: Polícia Civil/Divulgação
A vítima levou socos e pontapés. Segundo o delegado, o laudo também indicou o uso de uma ferramenta. “A causa da morte foi traumatismo cranioencefálico por agente contundente”, continua o delegado.
As outras duas mulheres presas, de acordo com a polícia, são amigas de Gizélia e queriam ajudá-la. Elas são Thays da Silva Morais e Stephany Aparecida Pires Borges. As três moram no distrito de César de Sousa. “Elas dizem que quem golpeou com a marreta foi Gizélia, já Gizélia culpa as outras duas”, explicou Rubens.
O corpo foi encontrado no mesmo dia do crime, mas identificado apenas no fim de semana.
A polícia afirma que chegou aos suspeitos depois de um trabalho de inteligência. “Em oitiva eles foram confessando e nós fomos diligenciando”, contou.
De acordo com a polícia, a quinta suspeita, que está foragida, amarrou Letícia como a legging que ela estava usando.
A Justiça decretou a prisão dos suspeitos. Thiago foi levado para a Cadeia Pública de Mogi e as mulheres foram para a Cadeia de Poá. Eles vão responder por homicídio quadruplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou e feminicídio.
*Informações retiradas do G1





