Manaus, 16 de julho de 2024
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Manaus, 16 de julho de 2024

Cidades

Após governo voltar a acionar a Justiça, sindicato dos professores recorre

Após governo voltar a acionar a Justiça, sindicato dos professores recorre

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) vai recorrer da Ação Civil Pública ajuizada pelo Estado do Amazonas para suspender o indicativo de greve. A decisão é assinada pelo desembargador Elci Simões de Oliveira e, além de multa diária de R$ 20 mil ao limite de R$ 400 mil, a contar da ciência da decisão, autoriza o Estado a efetuar desconto da remuneração dos servidores que tenham deixado de trabalhar em função da adesão ao movimento grevista.

Governo de Amazonino Mendes recorreu à Justiça (Foto: Secom)

O presidente do Sinteam, Marcus Libório, foi notificado na manhã desta sexta-feira, 6. “A interferência da justiça na relação capital x trabalho é muito prejudicial. Não só para os trabalhadores mas também para toda a sociedade”, afirmou.

A justiça alega que há negociação em andamento e o Estado vem tomando medidas para minimizar a defasagem na remuneração dos professores e de outras categorias e, portanto, o movimento grevista se torna ilegal, “devendo ser contida por esse Poder Judiciário”.

Tribunal já havia determinado suspensão pela Asprom Sindical

No dia 23 de março, a desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (Tjam), deferiu liminar que determina a suspensão do movimento grevista liderado pela Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e multa diária de R$ 20 mil, ao limite de R$ 400 mil, caso a entidade descumpra a decisão.

Na tutela de urgência, a desembargadora afirma que o movimento foi deflagrado no meio de franca negociação em andamento e verifica que a greve causa prejuízo na prestação de serviço essencial.