Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

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Conflito entre Irã, Israel e EUA entra em novo patamar

Especialista em geopolítica avalia, com exclusividade ao Portal AM1, que guerra já é regional e pode ampliar pressão global.

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(Foto: razihusin/Depositphotos)

Manaus (AM) – O conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos já ultrapassou o estágio de tensão pontual e entrou em um novo patamar geopolítico, com impactos regionais e reflexos econômicos globais. A avaliação é do professor Jonathan Lopes, especialista em geopolítica, durante entrevista ao programa Cenário Político

Segundo ele, a guerra já deve ser tratada como um conflito regional, embora ainda não tenha se transformado em um confronto mundial com participação direta de outras grandes potências.

“Hoje, o que a gente tem é um conflito regional muito grave. Já houve ataques e retaliações dentro do Oriente Médio, o que mostra que a guerra deixou de ser um episódio isolado”, afirmou.

Jonathan explica que, até agora, a guerra mantém uma característica predominantemente aérea, com uso de mísseis, drones e aviões, sem incursões terrestres em larga escala.

Por que a guerra ainda não virou conflito mundial?

Na avaliação do professor, o cenário internacional ainda não aponta para uma guerra mundial clássica, com blocos militares amplos e confronto direto entre potências como China e Rússia de um lado, e Estados Unidos e Israel de outro.

“Para virar um conflito mundial de fato, seria necessário um envolvimento militar mais direto de outras grandes potências. Hoje, esse cenário ainda é improvável”, pontuou.

Apesar disso, Jonathan alerta que o conflito já produz efeitos globais, especialmente na economia e no mercado de energia.

Guerra aérea e disputa estratégica

A geografia da região ajuda a explicar por que a guerra ainda não avançou para uma invasão terrestre. Entre Israel e Irã, há países como Jordânia e Iraque, além da complexidade militar do Golfo Pérsico.

“O Irã tem uma posição geográfica muito estratégica e um poder importante na região do Estreito de Ormuz. Isso dificulta uma operação terrestre e favorece, neste momento, uma guerra aérea e possivelmente naval”, explicou.

Segundo ele, a resistência iraniana surpreendeu parte da comunidade internacional, principalmente pela capacidade do país de manter uma resposta militar com tecnologia de menor custo, como drones e mísseis.

Irã amplia poder de resistência

Jonathan Lopes destacou que o Irã conseguiu, nos últimos anos, ampliar sua capacidade de resposta militar, sobretudo após ataques anteriores contra estruturas nucleares.

“Hoje o Irã desenvolveu uma estratégia de guerra mais barata e eficiente, baseada em drones e mísseis, o que aumentou muito sua capacidade de resistência”, afirmou.

Na prática, isso significa que o país consegue repor armamentos com mais rapidez e menor custo, o que pressiona os adversários e dificulta uma ofensiva prolongada.

Oriente Médio segue como centro da disputa

Para o professor, a guerra atual não pode ser analisada de forma isolada. Ela faz parte de uma disputa mais ampla por hegemonia regional no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Arábia Saudita, além de grupos armados e interesses internacionais.

“O que está em jogo ali não é apenas segurança militar. É uma disputa por influência, liderança regional e controle estratégico de uma das áreas mais sensíveis do planeta”, concluiu.

Assista à entrevista completa:

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