Covid-19: vacinei, mas e agora? Pesquisadora do Amazonas responde
16 de maio de 2021
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Covid-19: vacinei, mas e agora? Pesquisadora do Amazonas responde

'A vacina caiu no mito popular de que traz um efeito imediato e precisamos desmistificar isso', afirmou pesquisadora da Fiocruz

Covid-19: vacinei, mas e agora? Pesquisadora do Amazonas responde
Foto: Divulgação

MANAUS, AM  Com a vacinação contra a covid-19 ocorrendo em todo o Brasil, e segundo informações do Imuniza Manaus, mais de 397.599 doses do imunizante forma aplicadas na capital amazonense, sendo 295.350 da 1ª dose e 102.249 já da 2ª, uma dúvida surgiu para os que tomaram a primeira  dose: ‘vacinei, mas e agora?’.

Alguns manauaras como o seu Michel Silva, 56, que é autônomo e tomou a vacina na última semana, porque faz parte do grupo de pessoas que tem comorbidades, acreditam que só a primeira dose já valeria para ficar imunizado contra a doença.

“Desde que surgiu a vacina, recebi várias mensagens avisando que não era para tomar a vacina porque haveria consequências ruins para a pessoa e fiquei com isso na cabeça. Porém consegui mais informações no dia que fui tomar e perguntei, me vacinei, mas e agora?, disse.

Já para a cabeleireira Débora Souza, 45, a primeira dose da vacina trouxe uma sensação de segurança. Mas que não pode ser superestimada. “É uma sensação de alívio, mas não significa que vou me descuidar, porque essa dose só é parte do processo”, afirmou a autônoma.

A jornalista Bruna Chagas, 33, que recebeu a primeira dose do imunizante por fazer parte do grupo de pessoas com comorbidades, o avanço científico é notório e que isso não tira a responsabilidade da prevenção individual. “Graças a Deus consegui me vacinar, espero que essa felicidade que sinto possa se estender aos outros o mais rápido possível, e também devo continuar me cuidando, usando álcool em gel e não esquecer que a doença ainda está por aí”, completou Bruna.

Primeira dose da vacina

Para tirar todas as dúvidas sobre o sistema de vacinação, o Portal Amazonas1 conversou com a Phd em saúde pública, Sophia Livas, a fim de saber qual o procedimento correto após o uso do imunizante.

A vacina caiu no mito popular de que traz um efeito imediato, porém, não é assim que o imunizante funciona, assegurou a pesquisadora.

“É importante lembrar que o único tratamento precoce que temos é a vacinação, por isso, ela é recomendada pra [sic]  todas as pessoas. A vacina não é pra [sic]  garantir que você não pegue. É para garantir que você não tenha agravações ou corra risco de morte, caso seja infectado. Todas as vacinas têm 100% de eficácia em casos graves. Ou seja, 100% de chance de você pegar e não morrer”, completou Sophia.

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Foto: Ruan Souza / Semcom

Sobre as pessoas que tomaram a primeira dose e esquecem das medidas de prevenção, Sophia reforça a importância de respeitar as medidas sanitárias:

“É preciso respeitar o protocolo de vacinação, tomar a primeira dose, esperar o tempo recomendado e então tomar a segunda dose. Após 17 dias da segunda dose, a pessoa está realmente protegida.”

“A vacina é um bem coletivo, então, mesmo que você esteja vacinado e as pessoas ao seu redor não estejam, você tem chances de contrair formas leves da doença”, afirmou.

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Em resumo, segundo a médica, tomar a primeira dose não garante imunização total. Seguir com os protocolos de segurança e também com as restrições sanitárias, após a  segunda dose, são o necessário para o sucesso do tratamento.

Foto reprodução Instagram

Também é importante lembrar que, as pessoas que testaram positivo para a covid-19, precisam esperar 30 dias para, então,  poder tomar o imunizante com segurança. Após tomar a primeira dose, não há imunidade, apenas após 17 dias da segunda dose. É crucial que os imunizados continuem praticando todos os protocolos de segurança.

 

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