Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Cratera avança no Mauazinho 2 e moradores pedem solução urgente

Com as chuvas intensas, a erosão no local tem avançado rapidamente e compromete a segurança da comunidade.

Cratera afeta casas no Mauazinho - Foto: Divulgação

Cratera afeta casas no Mauazinho - Foto: Divulgação

Manaus (AM) – Uma cratera aberta no bairro Mauazinho 2, zona Leste de Manaus, tem destruído casas e levado desespero a famílias que não sabem para onde ir. O problema começou com o rompimento de um bueiro que, segundo os moradores, não suporta o volume de água da chuva e acaba transbordando.

Com as chuvas intensas, a erosão no local tem avançado rapidamente e compromete ainda mais a segurança da comunidade.

Keitiane Maquiné foi a primeira moradora a perder a casa. A destruição aconteceu de forma tão rápida que não houve tempo para salvar os pertences.

“Minha casa foi a primeira a cair. O bueiro é o causador disso tudo. Tivemos que sair às pressas, eu e meus filhos, e até agora não recebemos nenhuma assistência. O buraco está aumentando, e se nada for feito, vai atingir até a avenida”, disse.

As famílias afetadas afirmam que o medo de novas tragédias tem sido constante. Algumas relataram que passam as noites em claro, preocupadas com o avanço da cratera. Outras permanecem no local por falta de alternativas.

Bueiro é apontado como origem do problema

Os moradores explicam que o bueiro, por onde ocorre o escoamento das águas da chuva, transborda frequentemente, provocando infiltrações e aumentando a erosão. Além disso, afirmam que a estrutura é antiga e insuficiente para o volume de água que precisa suportar.

Mário Jorge Sales, eletricista e morador da área, relatou a rotina de tensão. “Eu não durmo tranquilo. Toda vez que chove, levanto para olhar como está a casa. Não sou só eu. Minha cunhada mora aqui perto com crianças e está no mesmo desespero. O pior é que não é de hoje que reclamamos. Já vieram tirar fotos, prometeram resolver, mas nada foi feito. Parece que esperam acontecer uma tragédia maior para agir”, afirmou.

As chuvas recentes têm agravado a situação. Lucineia Costa, outra moradora afetada, destacou ao Portal AM1 o risco de desabamento.

“Passo a noite acordada. Meu filho dorme, mas eu não consigo. Fico pensando que, a qualquer momento a casa pode cair. Não temos para onde ir, e até agora ninguém apresentou uma solução. Só pedimos ajuda antes que aconteça o pior”, disse.

 

Cratera impacta principais vias do Mauazinho

A rua Ernesto Henrique, uma das principais do Mauazinho 2, já apresenta sinais de comprometimento. Casas próximas ao local do deslizamento estão rachando e moradores temem que a cratera alcance a via.

Natalina Mesquita, que mora perto da área afetada, afirmou que o problema já era conhecido das autoridades há anos, no entanto, nada foi feito até o momento.

“Eles sabem disso há anos. Esse bueiro é o único que atende a região, mas não suporta a quantidade de água. Quando chove, ele transborda e essa água acaba infiltrando nas casas. Estamos pedindo uma solução, porque do jeito que está, vamos perder tudo”, disse.

Os moradores também reclamam da falta de assistência. Alguns relataram que buscaram contato com órgãos públicos, mas até agora não tiveram resposta.

 

“Liguei para a Secretaria Municipal hoje e me disseram que estão de recesso. É um absurdo. Parece que só vão tomar providências quando alguém morrer aqui”, desabafou Mário Jorge.

 

Medidas para famílias afetadas

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), informou ao Portal AM1 que a maioria das famílias atingidas pela erosão no bairro Mauazinho 2 já foi incluída no programa Auxílio Aluguel, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasc).

Segundo a Prefeitura, uma pequena parte dos moradores ainda aguarda o cadastramento, que deverá ocorrer nos próximos dias. Todas as famílias foram orientadas a deixar a área para um local seguro.

Sobre a intervenção no local, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que equipes realizaram uma vistoria técnica na área, que está em estudo topográfico para definição das ações de contenção. A Seminf destacou que a presença de construções irregulares dificulta o acesso das máquinas e que os recursos necessários para a obra estão sendo avaliados.

Além disso, a Semasc e a Secretaria de Habitação (Semhaf) trabalham de forma conjunta na avaliação social e no cadastro habitacional das famílias afetadas.

Assista à entrevista com os moradores:

https://www.facebook.com/portalamazonas1/videos/1178243490608408

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