Foto: Márcio Silva / Portal Amazonas1
O prefeito de Manaus David Almeida (Avante) afirmou nesta terça-feira (12), que Manaus vive sua pior fase da pandemia e, sem descartar um lockdown , destacou que os próximos dias serão fundamentais para determinação de outras medidas.
“Eu posso dizer que certamente é algo muito mais forte o que aconteceu na primeira vez, no início da pandemia, em abril e maio. O que nós enfrentamos hoje é bem maior do que nos enfrentamos ano passado”, afirmou em entrevista ao jornalista Datena.
“Essa semana até o próximo sábado…esses dias serão fundamentais, mesmo com a abertura de novos leitos, para que nós possamos tomar outras medidas nos três níveis de governo. Nesse momento, eu vejo, não se faz necessário o lockdown , porém não descarto a possibilidade do mesmo, muito menos da quarentena caso se agrave ainda mais a situação que já é muito grave”, acrescentou.
Colapso na Saúde e no sistema funerário
Um dia após receber a visita do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o prefeito garantiu que a capital tem recebido todo o apoio necessário do Ministério da Saúde, mesmo assim, comparou a situação do estado a “última praga do Egito”.
“O governo federal estendeu a mão aqui para cidade de Manaus, para o Amazonas. É como no Egito lá, a última praga do Egito, parece que aqui em Manaus o anjo da morte está passando em todas as casas, as casas estão enlutadas”, disse.
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Questionado por Datena sobre o motivo do aumento do número de casos de covid-19, o prefeito atribuiu ao afrouxamento das medidas restritivas.
“As pessoas acomodaram, aglomeração, festas. Não todas, mas boa parte da população que não tomava as medidas de distanciamento de higienização. Eu acredito que esse movimento de acomodação, de termos ultrapassado aquele momento, isso contribuiu muito”, disse.
David Almeida também enfatizou durante a entrevista que o sistema de saúde e o sistema funerário de Manaus já estão em colapso e disse que, para minimizar os efeitos da pandemia, a Prefeitura de Manaus está criando cemitérios verticais.
Além disso, contou que a capital tem ampliado o número de leitos e conta com a ajuda do Governo Federal para a obtenção de cilindros de oxigênio.





