(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Manaus (AM) – A definição do nome que ocupará a vaga de vice na chapa do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas tem provocado uma intensa disputa nos bastidores da política estadual. A poucos dias da convenção do partido, marcada para 25 de julho, lideranças da legenda intensificam articulações em busca de espaço na composição majoritária.
Entre os nomes que disputam a indicação está a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), que tem ampliado a agenda de reuniões e buscado apoio de dirigentes e aliados para fortalecer sua candidatura.
A movimentação ocorre em meio à falta de consenso dentro do partido e evidencia a disputa por influência na formação da chapa.
Campelo, no entanto, está longe de ser candidata única. Também disputam a indicação o ex-prefeito de Parintins, Bi Garcia, que tenta capitalizar sua influência política no interior do Estado, e o deputado estadual Cristiano D’Angelo (MDB), apontado como outro nome em avaliação pelo grupo de Omar Aziz.
A concorrência entre os três demonstra que a escolha do vice ainda está aberta e deve levar em consideração não apenas critérios eleitorais, mas também o equilíbrio de forças entre as diferentes alas que apoiam a candidatura do senador.
Apoio
Nos últimos dias, Alessandra recebeu um importante gesto político do deputado estadual Rozenha (PSD), líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar declarou apoio público à deputada e afirmou que defenderá seu nome durante as convenções partidárias.
Apesar das manifestações de apoio, a palavra final continua sendo de Omar Aziz, que deve utilizar a escolha do vice como peça estratégica para ampliar sua base de sustentação política e acomodar interesses de grupos aliados.
Nos bastidores, a avaliação é que a definição vai muito além de critérios técnicos, refletindo a disputa por poder e influência dentro da própria coalizão que sustentará a campanha ao Governo do Amazonas.
Com a convenção se aproximando, a expectativa é que as negociações se intensifiquem ainda mais. Até lá, os pré-candidatos seguem em uma corrida silenciosa por apoios, enquanto o PSD tenta administrar interesses internos sem provocar desgastes públicos antes do início oficial da campanha.
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