Eduardo Braga participou da celebração dos 25 anos da Fazenda da Esperança - (Foto: Divulgação/Assessoria)
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) participou, neste domingo, da celebração pelos 25 anos da Fazenda da Esperança em Manaus. A instituição, que se tornou referência no acolhimento de pessoas em recuperação da dependência química, já prestou assistência e apoio a cerca de 3,5 mil pessoas no Amazonas.
A celebração reuniu acolhidos, ex-acolhidos e religiosos, entre eles o arcebispo metropolitano de Manaus, cardeal Leonardo Steiner; o bispo emérito Dom Mário Pasqualotto; Frei Hans Stapel, fundador da Fazenda da Esperança em Manaus; e o padre Vinícius Esch Gouvêa, responsável regional pela obra na Amazônia.
Braga mantém uma relação de apoio à Fazenda da Esperança há quase duas décadas. Além de ter doado, com recursos da própria família, a capela da instituição em Manaus, o senador destinou R$ 8 milhões em emendas parlamentares para a pavimentação do ramal de acesso à Fazenda.
“Me sinto muito feliz em poder ajudar essa obra tão importante. E hoje estamos celebrando e comemorando o resgate da vida de quase 1,5 mil pessoas que foram recuperadas da dependência química e resgatadas também do ponto de vista espiritual”, afirmou Braga.
Uma vida reconstruída
Entre os ex-acolhidos presentes na celebração estava Irielson Perdigão. Ele chegou à Fazenda da Esperança em um dos momentos mais difíceis de sua vida, após procurar ajuda e ser encaminhado à instituição com o apoio de Eduardo Braga.
“Quando eu cheguei aqui, estava totalmente sem esperança, sem confiança e desacreditado de tudo. Procurei ajuda e tive a primeira oportunidade com o senador Eduardo Braga, que me recebeu e me encaminhou para cá. Fui bem recebido, me dediquei e passei um ano em tratamento”, contou.
Após concluir o período de acolhimento, Irielson retomou a convivência com a família e voltou ao trabalho.
“Hoje tudo mudou na minha vida. Voltei para a minha família, voltei ao meu trabalho e hoje sou uma pessoa responsável. Posso viver em sociedade e ser reconhecido pelas pessoas”, afirmou.
O ex-acolhido também destacou o apoio recebido de Eduardo e Sandra Braga durante o período em que esteve na instituição.
“Eles estiveram aqui comigo no meu tratamento. Tivemos uma conversa muito boa e sincera e eu pude perceber que estavam realmente interessados na minha recuperação. Se hoje estou aqui, agradeço a eles e ao bom Deus”, disse.
Para Irielson, a experiência na Fazenda mostrou que é possível reconstruir a vida.
“É um caminho difícil, mas vale a pena. A Fazenda me devolveu ao seio da minha família e ao meu trabalho. Hoje voltei aqui para agradecer a todos, de coração, e dizer que, para Deus, nada é impossível”, afirmou.
25 anos de acolhimento
A Fazenda da Esperança iniciou o trabalho em Manaus em 2001, a partir de uma mobilização da Igreja Católica inspirada pela Campanha da Fraternidade daquele ano, que teve como lema “Vida sim, drogas não!”. Dom Mário Pasqualotto foi um dos principais articuladores da chegada da obra ao Amazonas.
O trabalho começou com 12 acolhidos e poucos voluntários. Hoje, a instituição mantém quatro unidades em Manaus, com cerca de 300 homens e mulheres acolhidos, e está presente em 14 municípios amazonenses, onde atende aproximadamente 200 pessoas.
Ao longo dos 25 anos, a Fazenda estima ter assistido e apoiado cerca de 3,5 mil pessoas, das quais aproximadamente 1,5 mil conseguiram superar a dependência química.
A atuação da instituição também alcança outras áreas sociais, com o acolhimento de crianças e idosos e a manutenção de escola e creche para filhos das mulheres atendidas na unidade feminina e crianças das comunidades próximas.
Para Braga, a dimensão alcançada pela obra reforça a importância do acolhimento, da fé e da oportunidade de recomeçar.
“Cada vida recuperada representa uma família que também ganha uma nova esperança. Apoiar um trabalho como o da Fazenda é cuidar das pessoas, fortalecer as famílias e ajudar a construir um futuro melhor para o Amazonas”, afirmou Braga.
(*) Com informações da assessoria
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