Manaus, 19 de julho de 2024
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Manaus, 19 de julho de 2024

Economia

Especialista faz alerta para a população sobre golpes por meio de transações via PIX

As principais tentativas de golpe estão relacionadas a ataques phishing, que usam técnicas de engenharia social como a clonagem de WhatsApp

Especialista faz alerta para a população sobre golpes por meio de transações via PIX

MANAUS – O Pix, novo meio de pagamentos do Banco Central, lançado em novembro, é uma grande novidade para a economia do manauara. A modalidade de transação facilita muito a forma de fazer transferências e pagamentos, mas é preciso ficar atento com o que é uma comunicação real do Pix e o que pode ser fraude durante abordagens.

Em diálogo com o Amazonas1, o economista Alinso Rezende faz um alerta sobre as transações por meio do Pix e dá dicas sobre como driblar possíveis esquemas de fraudes.

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou os principais golpes e fraudes digitais que dão dor de cabeça aos consumidores, entre eles, golpes que envolvem o Pix, o novo sistema de pagamento instantâneo. As principais tentativas de golpe estão relacionadas a ataques phishing, que usam técnicas de engenharia social como a clonagem de WhatsApp.

“Como todo meio de pagamentos, o usuário deve se proteger, principalmente, de phishing, que é uma forma que os fraudadores utilizam para roubar os dados pessoais e financeiros de clientes de banco. Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção ‘Verificação em duas etapas’ Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos”, explica o especialista.

Foi o que aconteceu com Beatriz Paes, universitária que foi vítima de um golpe por pix pelo Whatsapp. A estudante chegou a desconfiar da ação, mas como a ferramenta ainda estava em fase de adaptação, ela acabou caindo no golpe e perdeu R$ 300.

“Até hoje eu falo que a minha sorte foi pelo valor ter sido pouco. Acho que o maior problema foi que eu nunca tinha passado por uma situação daquela antes, então cai fácil. Os golpistas me mandaram mensagem fingindo ser uma amiga distante, e que estava precisando da transação. Como eu estava em um dia cheio, acabei transferindo sem pensar muito bem na hora. Até hoje a minha amiga ri de mim e pergunta desses R$ 300 que mandei para ela”, diz a estudante.

O economista faz um alerta ainda para quem paga impostos por meio do pix. Alisson lembra que toda transação deve ter seu boleto confirmado pela instituição de origem.

“Existem também fraudes em pagamentos para os governos municipal, estadual e federal. Exemplo é o pagamento do licenciamento de veículos ou pagamento de IPTU. As únicas formas de se proteger é checando a veracidade dos QR Codes e dos boletos recebidos, verificando no site do banco se o documento é verdadeiro”, declara.

Além desses, outros golpes praticados são os do falso funcionário e falsas centrais telefônicas de instituições financeiras. O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo.

O criminoso oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix, ou ainda diz que o usuário precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantâneos para regularizar seu cadastro, e o induz a fazer uma transferência bancária. Sobre o assunto, o economista alerta sobre a vantagem que a população tem sobre as transações.

“A vantagem é que todos os boletos e guias de pagamentos podem ser checadas no site de cada empresa que fornece o serviço ou produto. A segurança está em confirmar a veracidade do boleto. Do contrário, o pagamento não será direcionado ao destinatário correto”, finaliza.