Destituída da posição de líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro usou a Presidência da República para interferir no Legislativo. “O próprio presidente estava ligando e pressionando deputados para assinar uma lista”, disse, em referência à tentativa do presidente de fazer seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), líder da bancada do PSL na Câmara.
Perguntada pela reportagem se já esperava ser afastada da liderança do governo, a deputada afirmou que uma retaliação já era aguardada. “Mas com um pouco mais de respeito [sobre afastamento], fidalguia e gratidão por todo esse tempo que eu me dediquei. Afinal de contas, carreguei muitas coisas nas costas, apaguei incêndios e atuei para construir pontes quando o governo atuou para implodir. Mas sabia que a gratidão não está entre as qualidades que cercam o presidente”, disse Joice.
Ela continuou a comentar sobre o afastamento de suas funções como líder do PSL. “Na semana passada, comuniquei ao meu partido que eu mesma deixaria a liderança. A Presidência da República estava sendo usada para interferir em outro poder, que é o Legislativo. O próprio presidente estava ligando e pressionando deputados para assinar uma lista”, e comentou o motivo que a levou a não assinar a lista de Bolsonaro, que pedia para Eduardo ser o novo líder. “Eduardo seria o pior dos líderes. Ele não é nada conciliador”.
Joice finalizou informando como seria a sua atuação parlamentar a partir de agora. “Vou continuar minha luta no combate à corrupção. Vou continuar apoiando o presidente nas pautas em que ele realmente estiver ao lado do Brasil. Vou me dedicar ainda mais pelo mandato e à campanha pela Prefeitura de SP.”
(*) Com informações do Conteúdo Estadão





