Manaus, 10 de julho de 2026
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Manaus, 10 de julho de 2026

Cidades

Ex-presidiária que usava tornozeleira eletrônica é executada dentro de casa

A ex-presidiária Daniela Andrade Santos, 24 anos, foi morta a tiros dentro de casa, na companhia do marido, na madrugada de quarta-feira (25), em Salvador, Bahia. A vítima usava uma tornozeleira eletrônica e, segundo familiares, foi assassinada depois de ter sua casa invadida por homens armados. 

Daniela estava em liberdade, mas os familiares não souberam informar por qual crime ela cumpria a pena – a Polícia Civil informou que ela respondia criminalmente por porte ilegal de arma.

De acordo com o pai, o operador de máquinas Armando Silva Santos, 56, a filha tinha se afastado da família paterna e não mantinha contato, embora recebesse, todos os meses, uma mesada que ajudava na criação do filho de 4 anos. 

O pai conta ainda que não sabia que a filha havia sido presa e que tampouco usava tornozeleira eletrônica. “Foi uma surpresa pra mim a sua morte e saber que ela tinha sido presa. Não sabíamos de absolutamente nada. Com a família ela sempre foi muito tranquila, mas sabíamos que ela era envolvida com pessoas erradas”, admite. 

Nas redes sociais, a jovem comemorava a liberdade. Em uma publicação do Facebook, Daniela mostra a tornozeleira presa ao pé, na legenda ela escreveu: “Manda aí, senhor, essa liberdade”. 

A Políca Civil informou, através da assessoria de comunicação, que ainda não há informações sobre a autoria e motivação do crime. Daniela usava tornozeleira por ter sido presa em março deste ano por porte ilegal de arma.

No dia seguinte à prisão, segundo a polícia, a Justiça decidiu – em audiência de custódia – que ela deveria cumprir pena em prisão domiciliar.

A morte de Daniela é investigada pela 2ª Delegacia de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). 

O DHPP informou que o homem que estava com a vítima no momento de sua morte era Jailson Rosalvo do Santos. Não há mais informações sobre ele, segundo a polícia. 

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) foi procurada, mas não se posicionou até o momento da publicação da reportagem. 

*Informações retiradas do Correio