Manaus, 9 de julho de 2026
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Manaus, 9 de julho de 2026

Cidades

Família de PM assassinado deve ressarcir o estado, diz sindicância; Apeam repudia decisão

(Foto: Reprodução)

O presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), Gerson Feitosa, emitiu nota repudiando a decisão de uma sindicância do Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) onde diz que familiares do policial Paulo Sérgio da Silva Portilho, deverão ressarcir uma motocicleta e um aparelho celular utilizado por ele no dia que foi assassinado.

(Foto: Reprodução)

De acordo com a decisão, o soldado tinha sob sua responsabilidade os objetos que deveriam ser usados em razão de serviço. Ainda segundo o documento, Portilho utilizou “bens públicos para fins particulares”, quando se deslocou para um invasão no Nova Cidade, local onde foi morto por criminosos da área, à noite, trajando uma camisa interna com o brasão da PM. 

Após o episódio, a Apeam deverá ingressar na segunda-feira, 9, com uma ação judicial e administrativa contra o Comando Geral da Polícia Militar para tentar desfazer a decisão.

Veja nota na íntegra 

O presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), Gerson Feitosa, REPUDIA O ATO VIL E DESUMANO do Subcomandante Geral da Polícia Militar do Amazonas, Cel. RAIMUNDO ÁLVARO LEITE CAVALCANTE e do Capitão PM ANDERSON RUSO DA CRUZ, que ACUSAM o policial militar assassinado CABO PAULO SÉRGIO DA SILVA PORTILHO de TRANSGRESSÃO DE DISCIPLINA, ocorrido no dia 26 de Maio de 2017, dia em que teve sua vida ceifada por vagabundos traficantes da invasão Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus.

Não satisfeitos os responsáveis pela sindicância DETERMINARAM COBRAR da Esposa e do Filho do Cabo Portilho o “extravio” do equipamento e do armamento em posse do policial militar no dia do seu assassinato.

A APEAM irá INGRESSAR nesta segunda-feira (9) COM AÇÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS contra o Comando da Polícia Militar para desfazer essa absurda decisão de cobrar os familiares do Cabo Portilho.

A APEAM informa que TODO O APOIO JURÍDICO JÁ ESTÁ SENDO OFERECIDO À ESPOSA DO CABO PORTILHO para evitar que a memória da vida de luta e dedicação à segurança pública seja manchada pela mesquinha e torpe decisão que coloca bens materiais acima da vida do praça da polícia militar do Amazonas.

A APEAM nunca se esquivou do seu papel de defender o praça da Polícia Militar do Amazonas E JAMAIS SE CALARÁ diante dos desmandos de um comando que vira às costas para os problemas da corporação e, sempre na primeira oportunidade, faz de tudo para atrasar e prejudicar o trabalho dos policias militares do Amazonas.

RESPEITEM A MEMÓRIA DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR QUE PAGAM COM A PRÓPRIA VIDA PARA PROTEGER E SERVIR O ESTADO DO AMAZONAS.