(Foto: Repprdução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – O fundador e controlador da Videolar Innova, Lírio Parisotto, se pronunciou pela primeira vez sobre o vazamento de estireno que mobilizou autoridades e causou preocupação em Manaus na tarde de quarta-feira (15).
Em um comentário publicado nas redes sociais da empresa, o empresário pediu desculpas à população pelo forte odor provocado pelo incidente e afirmou que o problema teve origem em um tanque que entrou em ebulição dentro da unidade industrial.
Segundo Parisotto, o sistema de segurança da empresa funcionou para evitar uma explosão.
“Pedimos desculpas pelo odor característico do estireno. Um tanque entrou em ebulição, o sistema possui válvulas de segurança para não explodir e se abriram liberando vapor. Não tivemos nenhuma vítima na empresa que continua operando normalmente. Correções serão avaliadas e feitas para evitar novos inconvenientes”, escreveu o empresário.
Vazamento
O incidente ocorreu na unidade da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, e provocou uma grande operação envolvendo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Defesa Civil, Samu, Ipaam e outros órgãos públicos.
A nuvem de vapor e o forte cheiro de estireno foram percebidos em diversos bairros das zonas Sul, Centro-Sul e Centro da capital.
Após o vazamento, empresas vizinhas chegaram a interromper as atividades e evacuar funcionários por medida de segurança.
Trabalhadores relataram sintomas como náuseas, tontura, vômitos, irritação, falta de ar e, em alguns casos, desmaios, sendo necessário atendimento médico.
Na noite de quarta-feira, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Orleilso Muniz, informou que o vazamento havia sido controlado. Segundo ele, uma reação química espontânea ocorreu no interior de um dos tanques, acionando automaticamente as válvulas de alívio de pressão — mecanismo de segurança cuja função é evitar uma explosão. As equipes permaneceram no local realizando o resfriamento do reservatório para estabilizar a temperatura e impedir novos riscos.
Apesar da manifestação de Parisotto de que não houve vítimas dentro da empresa e que a fábrica segue operando normalmente, o episódio levou a Prefeitura de Manaus a instalar um Gabinete de Crise para monitorar a dispersão do estireno na atmosfera e coordenar as ações de resposta, enquanto as causas do incidente continuam sendo investigadas pelos órgãos competentes.
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