Manaus, 15 de julho de 2026
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Esportes

Ginastas brasileiros revelam ter sofrido abusos sexuais de ex-técnico

(Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

Escândalo na ginástica brasileira! Uma reportagem do programa “Fantástico”, da TV Globo, em parceria com o Globoesporte.com, publicada na noite deste domingo (29), revelou que 42 ginastas brasileiros alegaram ter sofrido abusos sexuais, físicos e morais cometidos pelo ex-técnico da seleção brasileira Fernando de Carvalho Lopes. Entre as vítimas, está Petrix Barbosa, que foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2011.

(Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

Fernando de Carvalho Lopes trabalhou no Mesc (Movimento de Expansão Social Católica), um clube privado que fica em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e por dois anos integrou a comissão técnica da seleção brasileira, tendo treinado nomes como Diego Hypolito e Caio Souza. Ele foi afastado da equipe olímpica um mês antes dos Jogos Rio 2016, logo após ter sido denunciado por um menor de idade.

De acordo com a emissora, Fernando de Carvalho teria praticado crimes de assédio moral, agressão física e abuso sexual por quinze anos, uma vez que o primeiro relato é de 2001 e o último é de 2016.

“O que mais fazia comigo era todo dia tentar molestar, esse sufoco, essa pressão psicológica para um moleque de 10 anos. Banho junto, espiar. Dormir na cama comigo quando eu não queria. Já acordei com ele, não sei quantas vezes, com a mão na minha calça e eu conseguia tirar e dormir porque eu não ficava parado. Teve gente que não conseguiu ter as mesmas reações que eu. E eu não quero que aconteça mais”, relatou Petrix Barbosa, que fez questão de mostrar seu rosto à reportagem do GE.

“Eu era o queridinho. Ele tinha uma paixão por mim que eu nunca soube explicar. E todos viam e sabiam disso”, acrescentou Petrix, que também começou no Mesc e na época tinha entre 12 e 13 anos de idade.

INVESTIGAÇÕES 

Há um inquérito na delegacia de São Bernardo do Campo há quase dois anos. O primeiro depoimento dado à Polícia Civil ocorreu em 8 de junho de 2016. A ação corre em sigilo de Justiça, entre um vai e vem da 2ª Vara Criminal do Ministério Público SP para a Delegacia da Mulher, da Criança e do Adolescente (DDM), de São Bernardo do Campo, e não tem previsão de ser finalizada.

Ao todo, os órgãos responsáveis já ouviram 15 testemunhas e precisam ouvir mais 13 pessoas citadas no processo, o que causa ainda mais demora na conclusão.

O termo que se enquadra a ação está no artigo 217 do Código Penal, por “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”. A pena é de oito a 15 anos de prisão para cada vítima citada no inquérito.

 

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*Com informações do Noticias ao Minuto