Manaus, 9 de julho de 2026
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Cidades

Homem mata ex-namorada um dia após ser solto em audidência

A operadora de Caixa, Tauane Morais, de 23 anos, moradora do Distrito Federal, foi assassinada a facadas, nesta quarta-feira, 6, por um ex-namorado que se dizia “inconformado com o término”. Três dias antes, ele já tinha sido detido por agressão e tentativa de homicídio contra ela.

(Foto: Reprodução)

Segundo a Polícia Civil, o suspeito se chama Vinícius Rodrigues de Sousa, e tem 24 anos. Após o crime, ele tentou se matar, foi socorrido e internado. Tauane morreu na hora.

No último domingo, Vinicius foi detido em flagrante após agredir Tauane com socos e tentar enforcá-la. A agressão foi presenciada pelos filhos do casal – um menino de 2 e uma menina de 4 anos.

Em depoimento à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), a mulher disse que Vinícius sempre foi agressivo e ciumento, mas até aquele momento, ela ainda não havia registrado ocorrência.

No entanto, no último fim de semana, Tauane terminou o namoro. O jovem teria, segundo ela, começado a se comportar de maneira violenta e descontrolada no interior do apartamento onde eles moravam.

O acusado teria chamado a moça de “vagabunda”, pegado um punhal e ameaçado Tauane de morte. O agressor passou a quebrar tudo que era de propriedade da mulher, como televisão, geladeira, guarda-roupas e ainda rasgou as cortinas do imóvel com o punhal.

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Mesmo com o flagrante, no dia seguinte, o homem foi liberado em uma audiência de custódia. O juiz Aragonê Nunes Fernandes, que analisou o caso, entendeu que a medida protetiva concedida pela Justiça à Tauane era “suficiente” para manter o agressor longe da vítima e “preservar a integridade física” dela.

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Após o assassinato e a tentativa de suicídio, o homem foi socorrido no local pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O estado de saúde dele não foi informado.

Ao ser procurado para comentar o caso, o juiz Aragonê Nunes Fernandes, disse “não ter bola de cristal” para prever ameaças que poderiam se concretizar.

Ele é o autor da decisão que mandou soltar o suspeito, três dias antes do crime. Nesta quinta (7), após a morte de Tauane, a decisão sobre o novo flagrante voltou à mesa do magistrado.

“Por não termos ‘bola de cristal’, não temos como prever aqueles que realmente concretizarão as ameaças que fazem. Prender a todos, indistintamente, não parece ser o melhor caminho a seguir”, afirmou o juiz.

*Informações retiradas do G1