Manaus, 29 de julho de 2026
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Entretenimento

Jornalistas batem boca ao vivo durante programa na Globonews

Os jornalistas divergiram sobre aglomerações durante festas de final de ano em meio à pandemia

Jornalistas batem boca ao vivo durante programa na Globonews

Foto: Reprodução / Globonews

Dois comentaristas da GloboNews, Gerson Camarotti e Demetrio Magnoli, se desentenderam durante o programa “Em Pauta”, na noite de ontem. O momento, capturado por usuários do Twitter, ficou tenso quando Magnoli fez uma pergunta direta ao colega de emissora.

O comentarista estava avaliando as aglomerações que ocorreram, durante o Réveillon, em praias populares como Praia Grande, em São Paulo. Ele disse que conhece pessoas que passaram o ano de 2020 isoladas “em seus sítios particulares”, trabalhando online, durante a pandemia do coronavírus — situação bem diferente de pessoas que, durante o ano todo, continuaram precisando se aglomerar no transporte público, por fazerem parte de indústrias consideradas essenciais.

“Eu quero perguntar para o Camarotti: você diria que [essa pessoa] é ‘execrável’, depois de passar o ano inteiro se aglomerando nos trens para trabalhar em setores essenciais, porque agora ela se aglomerou na Praia Grande?”, questionou Demetrio Magnoli.

“Demétrio, é você que está colocando essa palavra, ‘execrável’. Você que tem que responder essa pergunta. Você tem recomendação da ciência, e a ciência tem que ser para todos. […] É compreensível a situação social do país. Você sabe disso, eu sei disso, conheço bem essa realidade. É preciso levar isso em consideração, mas uma coisa é trabalho e sobrevivência, e outra coisa é festividades. É preciso levar isso em consideração, mas uma coisa é trabalho e sobrevivência, e outra coisa é festividades. É preciso ter bom senso”, rebateu Gerson Camarotti.

Apesar dos protestos da apresentadora do “Em Pauta”, Cecília Flesch, que tentou interromper a discussão, Magnoli interveio dizendo que “não existe só uma ciência, chamada epidemiologia”, indicando que sociologia e antropologia também têm algo a dizer sobre a situação. “Contaminação tem que ser epidemiologia”, comentou por cima Camarotti, antes de a discussão ser encerrada.

 

(*) Com informações do Uol