Aluna encontra dificuldade para acessar os conteúdos da escola pela internet
29 de outubro de 2020
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Aluna encontra dificuldade para acessar os conteúdos da escola pela internet

Os alunos recebem um link com as atividades que devem ser realizadas, e, quando finalizam as atividades, os discentes  enviam a foto do exercício para o WhatsApp do professor.

Aluna encontra dificuldade para acessar os conteúdos da escola pela internet
Ingrid Dayana aluna da E.M. Profª. Antônia Pereira da Silva. Foto: Amazonas 1
A pandemia trouxe uma realidade cada vez mais presente na vida dos alunos em Manaus: a desigualdade social, a falta de políticas públicas para a inclusão dos menos favorecidos; dificuldade de acesso às tarefas; revisões e dúvidas estão cada vez mais frequentes.
Segundo o professor Marcos Antônio Menezes, que ministra aula para o 5° ano do Ensino Fundamental 1, no bairro Santo Agostinho, em média, somente 12 alunos conseguem interagir e ter acesso às aulas.
“Muitos alunos estão com dificuldades porque não têm acesso à internet, celular ou computador. A Semed está impondo a presença on-line dos professores e alunos, o sinal é péssimo, a internet cai, de 30 alunos de uma turma, em média, somente de 12 a 15 alunos conseguem entrar em contato para verificar as atividades e tirar dúvidas”, comentou o professor Marcos.

Denúncias pela Internet

Jonas Araújo, professor da rede municipal de ensino, publicou nas suas redes sociais, que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) estaria exigindo a participação dos estudantes nas plataformas digitais, sem levar em conta que muitas famílias de baixa renda não têm condições de acesso à internet.
“A Secretaria Municipal de Educação editou novas orientações para o acompanhamento do projeto ‘Aula em Casa‘ em Manaus. Entre elas, estabelece que as escolas devem exigir de todos os estudantes da rede municipal o acesso às plataformas digitais para registrarem sua participação e o conteúdo abordado. Essa orientação me parece fora da realidade, visto que parte considerável de nossos estudantes são de famílias com baixa renda”, disse o professor Jonas.

Desigualdade Social

Essa dificuldade também é relatada pelo pai, e pela Aluna do 7° ano, Ingrid Dayana, de 12 anos, ambos moradores do bairro Lago Azul, na zona Norte de Manaus.

“Eles sempre mandam um link e tarefas pelo WhatsApp, ninguém da escola nos perguntou se tínhamos condição ou internet,  não temos internet em casa, somente a do celular que é um pacote que não permite abrir ou pesquisar os conteúdos”, comentou o pai da aluna, José Élio.

“É dificultoso, porque presencial você consegue tirar as dúvidas, eu não sei se o aprendizado dela vai se desenvolver igual na escola, lá ela tinha a interação com o professor, tudo agora ela tem que pesquisar pela internet, que nem sempre nós temos”, desabafou José Élio.

Os alunos recebem um link com as atividades que devem ser realizadas, e, quando finalizam as atividades, os discentes  enviam a foto do exercício para o WhatsApp do professor.

“Geralmente eu tenho internet somente à noite, pois é o horário que minha mãe chega em casa, pois ela é a única que tem 4G, eles mandam um link para que eu veja as atividades que tenho que fazer no caderno, mas a forma que eles ensinam é diferente do que eu aprendi, e quase não consigo fazer as tarefas”, disse a aluna Ingrid Dayana.

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