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21 de outubro de 2020
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Sindicato dos Professores recorre a Arthur para suspender aulas presenciais

Nesta terça-feira (29), o Amazonas confirmou mais 1.256 novos casos da doença, totalizando 137.9 mil infectados em todo o estado, segundo a FVS

Sindicato dos Professores recorre a Arthur para suspender aulas presenciais
Prefeito Arthur Neto. Foto: Marcio James / Semcom

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) busca um encontro com o prefeito Arthur Neto na tentativa de suspender as aulas presenciais na rede pública estadual por conta da pandemia da covid-19. Nas redes sociais, o grupo informou que protocolizou na segunda-feira (28) um pedido de reunião com prefeito.

No documento, a entidade manifesta preocupação com o decreto estadual que autorizou à volta das aulas presenciais no ensino fundamental a partir desta quarta-feira (30), em Manaus. O Asprom argumenta que um grupo de cientistas afirma que a cidade está “vivenciando uma segunda onda de covid-19”.

“Isso pode ser comprovado pelo aumento de casos de covid-19, fazendo com que os leitos clínicos e de UTI na rede hospitalar pública e particular voltem a estarem prestes a terem a capacidade de internações esgotadas”, diz um trecho.

Leia mais: Mais de 100 mil alunos do ensino fundamental retornam às aulas presenciais nesta quarta

Nesta terça-feira (29), o Amazonas confirmou mais 1.256 novos casos da doença, totalizando 137.9 mil infectados em todo o estado, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). Entre os casos confirmados, 302 pacientes estão internados, sendo 186 em leitos clínicos, 113 em UTI e três em sala vermelha, estrutura voltada à assistência temporária para estabilização de pacientes críticos.

A entidade também diz que os professores estão preocupados com a volta dos alunos do ensino fundamental e classificou o retorno dos estudantes do ensino médio, ocorrido no último dia 10 como um “desastre”. Segundo ela, 2,5 mil professores já testaram positivo para a doença.

Leia mais: Covid-19: sem dados de 10 municípios, AM registra 1.256 novos casos em 24h

Diante da crise sanitária que afeta a categoria e sem um diálogo direto com o governador Wilson Lima e o secretário de Educação, Luis Fabian, o Sindicato dos Professores solicitou que o prefeito Arthur Neto receba o grupo de cientistas afim de apresentar os dados para comprovar “a gravidade da situação do descontrole da pandemia em Manaus”.

Além disso, os professores pediram que o prefeito tome providências junto à Seduc para que suspenda as aulas presenciais nas escolas da rede pública estadual, em Manaus. Para isso, a entidade cita que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu autonomia para que os governadores e prefeitos possam fazer o enfrentamento da covid-19 em suas áreas de gestão governamental. 

“Queremos a volta do teletrabalho e o projeto Aula em Casa que é remoto e à distância. Dabemos do limite desta modalidade de ensino, mas em tempo de pandemia é o melhor a se fazer para que as vidas sejam preservadas”, defendeu a presidente do Asprom Sindical, professora Helma Sampaio.

O Portal AM1 procurou à Prefeitura de Manaus para confirmar o recebimento do documento e se o prefeito Arthur Neto pretende adotar alguma medida. Em nota, a assessoria de imprensa destacou que as aulas da rede municipal se mantém suspensas e informou que à demanda mencionada “é de esfera estadual, cabendo ao governo, portanto, qualquer decisão sobre”.

Confira nota na íntegra: 

A Prefeitura de Manaus informa que mantém o diálogo com diversos setores da sociedade e, durante a pandemia do novo coronavírus, vem tomando diversas medidas sempre pautadas na ciência e nas recomendações de órgãos oficiais de saúde, conforme determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto.

Quanto às aulas, na esfera municipal, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) mantém suspensa as atividades presenciais desde o início da pandemia na cidade, em março, e vem acompanhando diariamente professores e alunos no desenvolvimento de atividades on-line nesse período.

Com relação à demanda mencionada para intervenção junto à Seduc, a mesma é de esfera estadual, cabendo ao governo, portanto, qualquer decisão sobre.

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