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Mercedes-Benz paralisa produção de veículos após avanço da covid-19 no Brasil

A montadora produz caminhões, chassis para ônibus e componentes nas fábricas de São Bernardo do Campo (ABC) e de Juiz de Fora (MG)
• Publicado em 23 de março de 2021 – 20:22
Foto: Divulgação

A Mercedes-Benz confirmou nesta terça (23) que irá interromper a produção em suas fábricas entre os dias 26 de março e 5 de abril. Os motivos da parada são o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil e a falta de componentes.

A montadora produz caminhões, chassis para ônibus e componentes nas fábricas de São Bernardo do Campo (ABC) e de Juiz de Fora (MG). A unidade de Iracemápolis (interior de São Paulo), que montava carros de passeio, foi fechada em dezembro.

“O nosso intuito, alinhado com o Sindicato dos Metalúrgicos, é contribuir com a redução de circulação de pessoas neste momento crítico no país e administrar a dificuldade de abastecimento de peças e componentes na cadeia de suprimentos, além de atender a antecipação de feriados por parte das autoridades municipais”, diz o comunicado divulgado pela fabricante.

De acordo com a empresa, a rede de concessionários e as oficinas continuarão em funcionamento no país, “com exceção daquelas localizadas em estados ou cidades em que há orientação do poder público de interrupção das atividades.”

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Funcionários do setor administrativo seguirão em home office. Ao todo, a Mercedes emprega 10 mil colaboradores no Brasil.

A partir do dia 5 de abril, a montadora vai conceder férias coletivas a grupos alternados de funcionários do setor de produção, para aumentar o distanciamento.

Segundo o SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), cada grupo, com cerca de 1.200 trabalhadores, ficará fora da fábrica por 12 dias. A entidade diz que o revezamento poderá se estender até o fim de maio, ou terminar antes, dependendo da evolução da pandemia.

Na sexta (19), o presidente do sindicato, Wagner Santana, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a decretação da fase vermelha assustou muito os funcionários, que têm acordos para manutenção do emprego em vigor nas principais fábricas da região (Volkswagen, Mercedes, Scania e Toyota).

A parada na Mercedes vai aumentar a fila de espera por veículos pesados no Brasil, que cresce no ritmo do agronegócio. A Scania já havia confirmado a suspensão de suas atividades em São Bernardo pelo mesmo período de 10 dias.

A Volvo, que produz caminhões em Curitiba (PR), reduziu em 70% sua capacidade de produção devido à falta de componentes -principalmente semicondutores. A limitação foi implementada nesta terça (23) e vai durar, ao menos, até o fim de março.

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Na sexta-feira (19), a Volks confirmou interrupção da operação fabril de quarta (24) ao dia 5 de abril, totalizando 12 dias. A empresa tem fábricas nas cidades paulistas de São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos, além de uma planta em São José dos Pinhais (PR).

A General Motors já havia paralisado a produção do Onix, o carro mais vendido do país, por falta de peças. A previsão era que a fábrica de Gravataí (RS), onde o modelo é produzido, retornasse em junho. A montadora, porém, só deve retomar as atividades em julho.

No início de março, a GM anunciou um plano para suspensão temporária de 600 contratos de trabalho na fábrica de São José dos Campos (interior de São Paulo), onde produz a picape S10 e o esportivo utilitário Trailblazer.

(*) Com informações FolhaPress

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