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No AM: o desafio de profissionais na realocação do mercado de trabalho na pandemia

• Publicado em 01 de abril de 2021 – 18:41

MANAUS  – Em Manaus, não é novidade que a crise gerada pelo novo coronavírus tem impactado bastante o mercado de trabalho. Diversos setores assistiram pessoas sendo demitidas e as que já estavam procurando emprego sentem que as oportunidades ficaram ainda mais difíceis de serem encontradas. Para você ter uma ideia, o Amazonas fechou 2020 com uma média anual de 15,8% da população desempregada. Esse número é o maior desde 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no último dia 10 desse mês.

O Portal Amazonas1 conversou com a especialista em Recursos Humanos, Luciana Nogueira,  para saber como está a readequação de pessoas ao mercado de trabalho nesta pandemia e qual é o perfil que o mercado busca atualmente.

Para a Luciana, o mercado busca hoje um perfil muito mais completo do que já exigido em qualquer época antes da pandemia. A preocupação de quase todas as empresas, principalmente se tratando das indústrias, no distrito industrial, é a de ter seleções estratégicas, buscando alguém que possa fazer a empresa crescer mesmo nesse caos.

“Não estamos dizendo que não existem contratações hoje. Está havendo seleções mas são as chamadas seleções estratégicas, que buscam ser muito mais objetivas. O mercado procura um perfil muito mais completo do que o já exigido em qualquer época. O mercado quer hoje um profissional mais experiente, que tenha uma visão já definida sobre cenário em que está concorrendo a vaga, alguém que consiga contribuir com as necessidades da empresa, mesmo e principalmente nesse período”, explica.

Para o engenheiro de produção Dermilson Souza,43,  que ficou desempregado durante a pandemia, o mercado está em um busca de um super-herói. O industriário com mais de 20 anos de carreira diz que as portas estão fechadas até para profissionais que estejam bem habilitados.

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“Se você perguntar para mim em quantas portarias passei visitando esses últimos meses, eu não saberei responder. Meu último emprego me empregou por seis anos, hoje faz 4 meses que estou nessa situação e todas as respostas continuam sendo negativas. Agora, assim, tenho certeza que atualmente o mercado realmente quer alguém que possa mudar toda a cena da empresa nessa pandemia e certamente não iria apostar tudo em uma pessoa sem experiência, mas o mercado também não está muito aberto para currículos com anos de experiência, para mim o mercado quer um super-herói”, diz o engenheiro.

O cenário de desemprego alcançou diversos setores no estado, até mesmo o de turismo, como recentemente o portal Amazonas 1 publicou que segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), a perda de empregos no setor foi estimada em 1 milhão de vagas – incluindo funcionários diretos e indiretos. Luciana explicou que essa avalanche de desemprego veio principalmente após os incentivos governamentais parassem de socorrer esses canais.

“Na primeira onda da covid-19, muita empresas conseguiram manter o quadro de funcionários por conta de amparos governamentais. Já na segunda onda isso acabou e os empresários precisaram reduzir gastos e é nesse momento que o desemprego surge. Tem empresas no mercado hoje que enxugaram mais da metade do quadro operacional”, completou.

Na prática, a especialista explicou que as contratações atualmente fogem do convencional e não dão muito espaço para quem chega “cru” no mercado. “Bem, nesse caso, a via de escape é a capacitação, não tem escapatória. Hoje a única moeda de troca que existe é essa, você colocar na frente de um entrevistador capacitações igual ou superiores a de um candidato já inserido e experiente no mercado”, afirmou.

Muita das capacitações básicas e até algumas avançadas podem ser encontradas gratuitamente na internet. “O que temos hoje não existia há 10 anos. Hoje é possível ter muita coisa na internet, você vai no youtube e encontra várias capacitações básicas e algumas até avançadas em diferentes setores. A palavra para quem chega é capacitação, buscar e alcançar”, finaliza.

As capacitações tem sido as apostas Francisco Neto, 22, que desde pouco antes da segunda onda de coronavírus no estado, acabou perdendo o emprego e decidiu focar em capacitação à distância.

“Bem eu consigo imaginar o quanto hoje está difícil conseguir se inserir no mercado de trabalho, então decidi focar em um novo idioma, comecei pagar curso mas estudo em plataformas gratuitas também. Pego muito vocabulário de inglês e espanhol no Youtube. Conversação, tudo que for até de gírias, consigo assimilar gratuitamente pela internet”, declarou o estudante de engenharia de processos.

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