Empresários são presos por aplicar golpe do ‘diploma falso’ em quatro estados

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23 de setembro de 2020
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Empresários são presos por aplicar golpe do ‘diploma falso’ em quatro estados

A ação policial visou combater um grupo criminoso responsável por divulgar cursos de mestrado e doutorados sem validade

Empresários são presos por aplicar golpe do ‘diploma falso’ em quatro estados
Jacobe Almeida Barbosa foi preso acusado de aplicar golpe do diploma (Foto: Reprodução)

Os empresários Jacobe Almeida Barbosa e Katarina Souza Corrêa, representantes do Instituto Qualifique e Consultoria (IQC), foram presos ao longo desta quinta-feira (06) em cumprimento de mandados de prisão por estelionato. O principal alvo, Márcio Fabrício da Silva, agenciador da organização no Amazonas, não foi encontrado e é considerado foragido pela polícia.

A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos de Defraudações (Derfd), com apoio das policiais Civil dos estados do Paranã e Maranhão, visando combater um grupo criminoso responsável por divulgar cursos de mestrado e doutorados sem validade. O golpe gerou prejuízos a dezenas de vítimas na capital e interior, além de outros estados como Maranhão, Pará e Piauí.

As investigações tiveram início após várias pessoas terem procurado à Derfd, acompanhado de advogado, o qual narraram que haviam frequentado cursos comercializados como pós-graduação “scricto sensu” – que titula o estudante como mestre ou doutor em determinado campo do conhecimento, porém, na verdade, os cursos específicos eram pós-graduação lato sensu no âmbito de especialização, sem valor acadêmico, conforme a nota técnica do Ministério da Educação.

Segundo as investigações, os cursos foram lançados em 2014, levando várias pessoas a adquirirem a vaga ao suposto “mestrado” pagando valores que totalizaram R$ 24.500, por aluno até o ano de 2019, quando ficou claro que o nível do ensino não era regular. Várias irregularidades foram encontradas, tais como fornecimento de material com indicação errônea aos alunos, dados contraditórios por partes das instituições investigas, assim como localização dos representantes.

Com essas provas, a polícia concluiu que os investigados obtiveram para sim vantagem ilícita, em prejuízo das pessoas que participaram dos cursos ofertados até o fim. Além de Manaus, os empresários mantiveram o mesmo esquema com outras instituições em outros estados, fato que é investigado pela Polícia Civil das unidades federativas.

Jacob foi preso por volta das 10h, no Centro da cidade de Timon, no Maranhão, pelas equipes do Grupo de Pronto Emprego (GPE), da 18ª Delegacia Regional de Polícia Civil e 1º Distrito Policial. Já Katarina foi presa por volta das 7h30, no Balneário Porto Fino, em Pontal do Paraná, pela equipe da Delegacia de Estelionatos de Curitiba, no estado do Paraná.

O terceiro integrante do esquema criminoso, Márcio Fabrício, pode ser preso a qualquer momento em cumprimento a ordem judicial assinada pelo magistrado da Central de Inquéritos do Amazonas.

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