Manaus, 14 de julho de 2026
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Cenário

Prefeitos de 11 municípios decretam situação de emergência no AM

Eirunepé, Maués, Presidente Figueiredo e Amaturá estão na lista dos municípios que foram entregues com rombo nos cofres, edifícios abandonados e má administração das equipes gestoras que atuam nas cidades.

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Foto: (Reprodução/redes sociais)

Brasília (DF) – Nesta semana, onze prefeitos decretaram situação de emergência por problemas nas cidades deixados pelos ex-gestores.

Eirunepé, Maués, Presidente Figueiredo e Amaturá estão na lista dos municípios entregues com rombo nos cofres, edifícios abandonados e má administração das equipes gestoras que atuam nas cidades.

Em Maués, por exemplo, a nova prefeita Macelly Vera (PDT) mostrou em suas redes sociais como recebeu o edifício onde seria a prefeitura.

Em sua primeira visita oficial, encontrou goteiras, mofo, lixo, sucatas e infiltrações. O prédio não estava em condições seguras de trabalho, segundo Veras.

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(Fotos: Reprodução/Redes sociais)

No município de Eirunepé, a emergência é administrativa e financeira, visto que, segundo o decreto, não foram repassadas as “demonstrações contábeis, processos licitatórios”.

A situação de emergência decretada pela prefeita Professora Áurea Maria (MDB) terá duração de 90 dias, prorrogáveis por um mesmo período.

Problemas na saúde do município também foram destacados no decreto publicado na última terça-feira (14).

O prefeito de Fonte Boa, Lázaro de Araújo, declarou emergência em duas secretarias, Obras e Limpeza Pública, com dispensa de licitação para a contratação dos serviços, aquisição de bens e locação de equipamentos.

Veja os municípios que decretaram situação de emergência no Amazonas:

  • Presidente Figueiredo;
  • Boca do Acre;
  • Lábrea;
  • Amaturá;
  • Uarini;
  • Eirunepé;
  • Apuí;
  • Autazes;
  • Fonte Boa;
  • Anamã;
  • Maués.

Bloqueio das emendas

O estado Amazonas possui mais de R$ 271,3 milhões em emendas bloqueadas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flavio Dino, suspendeu o envio dos recursos por entender que o pagamento das emendas não seguia os critérios de transparência.

Entre as emendas de bancada múltipla, ou seja, uma mesma emenda dividida entre municípios do estado contemplam Maués, Rio Preto da Eva, Nhamundá e Jutaí.

Todos esses estão com emendas voltadas para a saúde empenhadas pela decisão de Dino.

Em 2024 – das nove emendas enviadas pela bancada do Amazonas  – segundo o Portal da Transparência, seis foram múltiplas, somando R$ 181,3 milhões.

 

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