Manaus, 13 de julho de 2024
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Manaus, 13 de julho de 2024

Economia

Previsão para dólar no fim de 2024 continua em R$ 5,20, aponta Focus

A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2025 subiu de R$ 5,19 para R$ 5,20, contra R$ 5,09 quatro semanas antes.

Previsão para dólar no fim de 2024 continua em R$ 5,20, aponta Focus

(Foto: Jorge Araújo/Fotos Públicas)

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2024 continuou em R$ 5,20, o mesmo nível de uma semana atrás. Um mês antes, a estimativa era de R$ 5,05. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2025 subiu de R$ 5,19 para R$ 5,20, contra R$ 5,09 quatro semanas antes.

Considerando apenas as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária para o dólar no fim deste ano passou de R$ 5,20 para R$ 5,27. A projeção para o fim de 2025 também avançou, de R$ 5,15 para R$ 5,19, com base em 35 atualizações no período.

O dólar chegou a cruzar o limiar de R$ 5,70 na cotação intradiária na última terça-feira, 2, em meio a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que renovaram o ceticismo do mercado quanto à possibilidade de cumprimento das metas do novo arcabouço fiscal.

Na quarta-feira, 3, uma reunião de ministros com Lula para tratar da disparada do dólar resultou no anúncio de um corte de R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias no Orçamento de 2025. O governo mudou a retórica sobre a política fiscal, reforçando o compromisso com o arcabouço.

Essa virada no discurso, somada a dados que sugeriram espaço para corte de juros nos Estados Unidos, abriu espaço para alguma recuperação do real. O dólar interrompeu uma sequência de seis semanas de alta e fechou a semana passada em queda de 2%, cotado em R$ 5,4623.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

 

(*) Cícero Cotrim – Estadão 

 

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