(Fotos: Reprodução/Redes sociais)
Manaus (AM) – Após a repercussão negativa na mídia nacional, os advogados dos filhos de grandes empresários de Manaus que aparecem em vídeos cometendo diversos crimes, como violência contra pessoas em situação de vulnerabilidade social e porte ilegal de arma, afirmaram, nesta quarta-feira (23), que os suspeitos “são pessoas de bem” e que os vídeos que circulam na internet são antigos, gravados em uma época em que alguns deles eram menores de idade.
Segundo o advogado Elcy Simões, o “bonde dos mauricinhos”, como o grupo ficou conhecido, gravou os vídeos há cerca de dois anos, período que pode indicar a prescrição de determinados crimes.
“É bom que se diga, primeiramente, que os vídeos são, de fato, antigos. São vídeos gravados há cerca de dois anos. No caso do meu cliente, Marcos Vinícius, ele era menor de idade na época. Se o crime tivesse sido apurado naquele momento, seria considerado um ato infracional, portanto, são vídeos antigos de um grupo de jovens que, como muitos adolescentes, cometeram atos irresponsáveis e reprováveis”, declarou.
Quanto às armas usadas pelo grupo nas imagens, Simões afirma que uma delas, a qual ele tem conhecimento, pertenceria a um dos vigias que trabalha na firma de um dos empresários, ou seja, não seria de nenhum dos suspeitos. No entanto, a Polícia Civil do Amazonas realizou mandado de busca e apreensão nas casas dos suspeitos na terça-feira (22) e encontrou diversas balas de arma de fogo, contrariando a versão da defesa.
Para a defesa de Marcos Vinícius, nas imagens divulgadas na internet, “há coisas que não condizem com o que a imprensa está mostrando”. Segundo ele, uma das cenas em que o grupo aparece jogando água em moradores de rua que estariam dormindo, “não são verdade”, pois as pessoas seriam “amigos” dos suspeitos que teriam saído de uma festa na Arena da Amazônia.
Já a defesa de outro suspeito, o advogado Afimar Cabo Verde, afirmou que até o momento, a defesa não teve acesso ao pedido formulado pela autoridade policial tampouco pela decisão protocolada pelo juízo competente e, por esta razão, está com dificuldades de fazer qualquer juízo de valor sobre as declarações.
Cabo Verde reafirmou o que disse a defesa de Marcos Vinícius: “As pessoas que estão envolvidas são pessoas normais, com nenhum tipo de antecedentes criminais, são pessoas de bem, que têm famílias e naturalmente estão sentindo muito todos os efeitos negativos que decorrem de toda essa publicidade que é dada”.
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