Manaus, 11 de setembro de 2026
×
Manaus, 11 de setembro de 2026

Cenário

Servidora com deficiência visual relata possível assédio moral e eleitoral na Seas

Após mudanças dentro da Secretaria de Estado da Assistência Social, servidora afirma que ficou sem mesa e sem definição de onde trabalharia.

inquerito-apura-possivel-falsi

Seas-AM. (Foto: Divulgação/MPAM)

Manaus (AM) – Relatos de suposto assédio moral e eleitoral contra servidores da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) vieram a público durante o período eleitoral no Amazonas. Em um dos casos divulgados, a servidora Fernanda Brito, que tem deficiência visual, afirma ter chegado ao trabalho e encontrado suas coisas retiradas do local onde exercia suas atividades, sem mesa e sem definição sobre onde passaria a trabalhar.

O episódio foi registrado em vídeo pela própria servidora. Na gravação, Fernanda relata que chegou ao local de trabalho por volta das 8h do dia 8 de setembro e foi informada de que não permaneceria mais no departamento onde atuava.

Segundo o relato, mais de uma hora depois, a situação ainda não havia sido solucionada.

“Cheguei para trabalhar hoje […] não tinha mesa, nem no departamento eu não estava mais, segundo a nova diretora. Foi verificar a minha situação oito horas da manhã, agora são nove e dez e ainda não resolveu a minha situação de onde eu vou ficar, não tenho mesa”, afirma a servidora no vídeo.

Fernanda também mostra seus pertences e diz que precisou ocupar um espaço improvisado enquanto aguardava uma definição. “Estão aqui as minhas coisas. Mais um dia sentando onde deu”, relata.

O caso passou a ser apontado publicamente como possível episódio de assédio moral e eleitoral dentro da secretaria. A denúncia sustenta que servidores estariam enfrentando mudanças nas condições de trabalho em razão de posicionamentos políticos durante a campanha eleitoral.

Também segundo o relato divulgado, os episódios teriam ocorrido após intervenção da Justiça Eleitoral contra desligamentos e movimentações de pessoal durante o período eleitoral. A partir disso, a acusação é de que servidores teriam passado a sofrer outras formas de pressão no ambiente de trabalho.

O episódio ocorre em pleno período eleitoral e coloca sob atenção as condições de trabalho e eventuais pressões políticas sobre servidores públicos. Caberá aos órgãos de fiscalização verificar se as situações relatadas decorreram de decisões administrativas regulares ou se houve alguma forma de retaliação relacionada às escolhas políticas dos servidores.

O Portal AM1 solicitou posicionamento da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) sobre os relatos e aguarda resposta.

Confira:

LEIA MAIS: